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OPINIÃO| Orgulho de uma origem chamada Santo Augusto
Há cidades que a gente explica. Outras, a gente sente.
Santo Augusto, para mim, nunca foi só um ponto no mapa. É dessas origens que moldam sem fazer barulho. Que ensinam antes mesmo da gente perceber que está aprendendo.
Embora eu tenha nascido em Palmeira das Missões — e disso tenho muito orgulho — foi em Santo Augusto que fui forjado. Foi ali que a vida me deu as referências que carrego até hoje.
Quem passa por lá talvez veja apenas uma cidade pequena, de poucos habitantes, ritmo tranquilo, vida simples. Mas quem conhece de verdade sabe que existe algo diferente ali. Algo que não se mede por tamanho, nem por estatística.
Santo Augusto tem história. E não é pouca.
Ao longo dos anos, uma cidade com esse porte conseguiu formar lideranças que ocuparam espaços importantes na vida pública. Nomes como Ernani Polo, Darci Pompeo de Mattos, Valdir Walter e Alecrides Sant’Anna de Moraes carregaram consigo não só suas trajetórias pessoais, mas também um pouco da essência de onde vieram.
E há também quem represente essa origem em outras frentes, como Carlos Sperotto, à frente da Farsul, mostrando que a força de Santo Augusto não se limita à política, mas alcança setores fundamentais do país.
Isso não acontece por acaso.
Existe uma base ali. Um jeito de viver. Uma cultura que valoriza o trabalho, a palavra, o respeito. Uma comunidade onde as pessoas se conhecem, se cobram e se ajudam. Onde crescer não significa esquecer de onde veio.
Talvez seja isso que explique.
Talvez seja por isso que, de tempos em tempos, surgem dali pessoas dispostas a assumir responsabilidades maiores. Não por vaidade, mas por um senso quase natural de dever.
Fazer parte dessa história é, antes de tudo, uma honra.
Não porque se chegou a algum lugar, mas porque se carrega uma origem que cobra coerência. Que lembra, o tempo todo, que o que realmente importa não é o cargo, mas a forma como se exerce.
Santo Augusto não forma apenas profissionais ou políticos. Forma caráter.
E isso, hoje, é raro.
E é justamente por isso que, neste aniversário de Santo Augusto, cabe um cumprimento sincero à cidade e à sua gente. Celebrar não é apenas lembrar o que já foi feito, mas reconhecer aquilo que nos trouxe até aqui.
Olhar para trás, com respeito e gratidão, é também uma forma de enxergar melhor o caminho à frente. Porque a história que foi construída não pode ser ponto de chegada — precisa ser ponto de partida.
Precisamos seguir preparando o futuro. Garantir que essa capacidade de formar lideranças, de representar bem, de carregar valores, continue viva. A renovação da representatividade não é uma opção — é uma necessidade para que essa história rara continue sendo escrita.
Santo Augusto é assim.
E quem tem essa origem sabe: não é sobre tamanho. É sobre raiz.
E raiz, quando é forte, sustenta qualquer caminhada.
Artigo escrito pelo santo-augustense e ex-deputado Jerônimo Goergen, em alusão aos 67 de Santo Augusto, comemorados neste sábado, 30 de maio.
Autor
Maira kempf
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