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Do Palco do Carijo à Eternidade: A homenagem aos "Troncos Missioneiros" antecede a despedida de Pedro Ortaça
A segunda noite de ronda da 39ª edição do Festival Carijo da Canção Gaúcha foi marcada por uma daquelas coincidências que parecem escritas pelo próprio destino. Em uma noite de fortes emoções e grandes interpretações no palco de Palmeira das Missões, a história e o luto se cruzaram poucas horas após o encerramento das apresentações.
O Destino e a Homenagem aos Quatro Troncos Missioneiros
Nove composições subiram ao palco pela fase geral do festival. Quis o destino que a última música a ser apresentada na noite fosse justamente "Troncos Missioneiros" (letra de Flávio Saldanha e melodia de Tuny Brum). Interpretada pela voz marcante de Ângelo Franco, a obra resgata a história e o legado cultural das Missões, homenageando Cenair Maicá, Jayme Caetano Braun, Noel Guarany e Pedro Ortaça.
O que ninguém na plateia imaginava é que a canção seria um prelúdio de despedida. Poucas horas após a apresentação, veio a triste notícia do falecimento de Pedro Ortaça, até então o último dos quatro troncos missioneiros que permanecia vivo. A obra, que já nasceu gigante no palco do Carijo, transformou-se instantaneamente em um tributo histórico e eterno.
Destaques da Segunda Ronda: Vozes Femininas e Grandes Aplausos
A noite, no entanto, foi rica do início ao fim. O festival voltou a destacar a presença massiva de vozes femininas, mostrando a força da mulher na música nativista.
Confira como foi a sequência de apresentações da segunda noite:
Abertura: O jovem Matheus Pimentel, de Santiago, abriu a ronda defendendo a música Empoeirado.
Vozes Femininas: Na sequência, Taine Schettert e Maria Alice encantaram o público com as músicas No Carijo da Alma e Lições da Terra e do Mate, respectivamente.
Consagração do Público: Uma das composições mais aplaudidas da noite foi O Campo Não É Uma Estrada (letra de Rômulo Chaves, melodia de João Paulo Deckert), interpretada com a força habitual de Cristiano Fantinel.
Emoção Pura: O carismático Miguel Marques dispensou comentários e emocionou o pavilhão ao cantar a composição O Que Se Planta?.
História no Palco: A trajetória dos jesuítas até a sua expulsão do Brasil foi relembrada na canção Pela Mão do Jesuíta, com letra assinada por José Augusto Fiorin.
Reta Final: O palco ainda recebeu as obras Povoado, na voz de Alex Moreira, e Um Lamento ao Índio Perto do Fim, interpretada por Lincon Ramos, antecedendo o emocionante encerramento com a homenagem aos missioneiros.
Para fechar a segunda noite com chave de ouro, o cantor palmeirense Walter Moraes subiu ao palco para um show repleto de saudosismo, fazendo a plateia cantar junto os grandes sucessos do estilo campeiro incluindo uma das composições que é um hino para os palmeirenses, 'Eu tenho orgulho de ser da Palmeira'
O Carijo Não Para: A Decisão da Fase Geral
A Rádio Querência segue no compasso carijeiro e acompanha cada detalhe do festival. Logo mais, a partir das 20h, acontece a terceira noite de rondas, que marca o fim da fase geral.
Será uma noite de muita expectativa, onde serão conhecidas as 8 composições classificadas a partir das avaliações dessas duas primeiras noites de palco.
E a programação promete: o show de abertura ficará por conta de Jari Terres, e o sempre aguardado show de intervalo trará a energia de Cristiano Quevedo. Fique sintonizado e não perca nenhum detalhe da 39ª edição do Carijo da Canção Gaúcha!
Abaixo, fotos e a live da segunda noite de ronda da 39ª edição do Festival Carijo da Canção Gaúcha:
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Autor
Bruno Vargas
Em: 29/05/2026, 13:31

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