A contratação de uma terceira auditoria independente para analisar o contrato entre o Grêmio e a empreiteira OAS, que viabilizou a construção da Arena, foi decidida no almoço desta terça entre Fábio Koff e Paulo Odone. O anúncio foi feito pelo próprio Odone, antes da reunião do Conselho Deliberativo que aprovou as contas de 2012, o último ano de sua gestão.
- Os números não batem nem de um lado, nem de outro. Então, será encomendado o estudo de uma terceira auditoria - disse Odone.
Antes da reunião, o assunto predominante entre os 197 conselheiros presentes, de um total de 300, foi o contrato. Em cada grupo de conselheiros que se formava, esperando a vez de assinar o nome na lista de presenças, discutia-se a entrevista coletiva concedida na véspera por Odone e a resposta, na Rádio Gaúcha, de Renato Moreira, integrante da atual diretoria. Alguns torciam para que o almoço entre Koff, Odone, Duda Kroeff e o presidente do Conselho, Raul Régis, de fato contribuísse para um apaziguamento entre os dois lados.
- A iniciativa (do almoço entre os dois presidentes) foi muito boa. O que aconteceu na segunda-feira foi um desastre. Vamos ver como as coisas se encaminham de agora em diante - avaliou o conselheiro Homero Bellini Júnior.
Candidato a presidente na última eleição, Bellini vê o Grêmio como "marisco" na disputa política em que se transformou a discussão do contrato.
Aguardado na reunião, Koff não compareceu, sob a alegação de que teria uma reunião fora. Romildo Bolzan Jr., integrante do Conselho de Administração, foi seu representante.
Odone, claro, esteve presente, já que caberia a ele discursar em torno do balanço financeiro de sua gestão.
- Estou orgulhoso. É o melhor desempenho financeiro do Grêmio em sua história, certamente ajudado pela expectativa criada em torno da Arena. Fico feliz, também, por ter sobrado um pouco de dinheiro para a atual gestão - disse o ex-presidente.
Segundo ele, pouco importa que o superávit de R$ 30 milhões tenha sido obtido com a antecipação de receita da televisão. Odone destacou que o Inter teve a mesma receita adicional e chegou ao final do ano com desempenho financeiro inferior.
O ex-presidente disse ter ouvido de Fábio Koff a promessa de que irá controlar as declarações de seus assessores.
- Não há briga política minha com a periferia. É a periferia que está me agredindo. O presidente (Koff) diz que não faz isso. Mas a periferia faz - acusou.











