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Jovem Indígena de 15 anos morre picada por cobra
Uma jovem indígena de 15 anos residente na reserva do Inhacorá em São Valério do Sul morreu picada no pé por uma cobra no início deste mês.
O fato aconteceu no último dia 10 de abril, por volta das 18 horas e 30 minutos quando a jovem estava indo até a casa de sua avó para fazer companhia à senhora que estava sozinha naquela noite.
Cleonice Cipriano saiu de casa acompanhada da avó e de um irmão de 8 anos, quando a poucos metros da casa onde iria dormir, foi picada pela cobra.
Segundo relatos da avó da menina, Cleonice deu poucos passos e logo caiu. Menos de cinco minutos depois ela já estava com sangramentos pelo nariz e ouvidos.
O socorro foi rápido, em vinte minutos depois da picada, Cleonice, já estava no Hospital Bom Pastor de Santo Augusto recebendo atendimento médico.
O Dr.Mario Polo que atendeu a menina na casa de saúde, disse a reportagem da Rádio Querência, que Cleonice já chegou inconsciente e com sangramentos respiratórios. Para o médico a rapidez com que o veneno agiu no organismo da moça foi algo impressionante. “Com vários anos de profissão já atendi muitas pessoas que foram picadas por cobras, mas nunca vi nada igual o que aconteceu com a Cleonice, foi impressionante”. Comentou o médico.
Do hospital Bom Pastor ela foi encaminhada para o HCI, em Ijuí, onde permaneceu por 6 dias na UTI, quando não resistiu e veio a falecer.
Para o Cacique Adilsom Policena, a morte de Cleonice, foi um choque para a comunidade Kaigang, da reserva do Inhacorá. O Cacique contou que na reserva, já houve vários casos de índios que foram picados por cobras, mas que nem um deles foi como esse. “O atendimento foi rápido, menos de 10 minutos ela já estava sendo levada para o hospital, mas já saiu desacorda e sangrando muito, foi terrível” Disse o chefe da comunidade.
O Cacique também contou a reportagem da RQ, que existe uma crença entre o povo indígena Kaigang, que é passada de geração em geração. Segundo o Cacique, a comunidade Kaigang é dividida em duas tribos. Os kabmé e os Kairô. Os mais antigos contam que os Kabmes, são mais vulneráveis a picadas de cobras, e os Karôs são mais resistentes. Cleonice era Kabmé.
Os indígenas já colocaram fogo na vegetação ao lado da estrada onde a jovem foi picada a fim de encontravam a cobra, mas até o fechamento dessa edição não se sabia a espécie que picou a moça.
Já havia anoitecido na hora que a cobra picou a jovem, a avó e o irmão de Cleonice, não viram o bicho, ela desapareceu.
Perto do local tem um pequeno açude, segundo alguns indígenas antes da morte de Cleonice, dois cachorros apareceram mortos na redondeza, também segundo eles picados por cobra.
Reportagem: André Motta e Fernando Almeida
Autor
lccomunic
Em: 24/04/2012, 21:00

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