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Saiba como substituir o sal da alimentação

Saiba como substituir o sal da alimentação

Saleiro na mesa, perigo à vista. Aparentemente inofensiva, aquela pitadinha a mais na receita, dia a dia, pode trazer sérios danos à saúde. Num país acostumado a se esbaldar numa culinária na qual os ícones são o churrasco e a feijoada, a situação fica pior ainda. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o brasileiro ingere, em média, 13 gramas de sal por dia, quase três vezes a mais do que deveria (cinco gramas).

O principal problema de abusar do ingrediente é o que está por trás de sua composição química: o sódio. Seu consumo em excesso traz doenças como insuficiência renal e cardíaca, hipertensão, ameaça de derrame, problemas circulatórios, edemas pulmonares, entre outras complicações.

Mas, afinal, como saber se estou comendo a quantidade certa do condimento? Nutricionistas ensinam que a medida correta é uma colher rasa de chá. Um bom começo é reduzir ao máximo o consumo de produtos industrializados, já que eles já o têm naturalmente, como laticínios. O perigo maior, porém, está nos enlatados, embutidos, salgadinhos e macarrões instantâneos, por exemplo. Para se ter uma ideia, cada tablete de caldo de carne possui o necessário de sódio para um dia inteiro.

Apesar de todos os contras, o sódio não é um vilão: o problema é seu consumo exagerado. Isto porque, com o potássio, ele é responsável pela manutenção da quantidade de água no organismo. Ele ajuda, ainda, a regular as passagens de líquido e de substâncias pela membrana das células, mantendo a sua pressão osmótica. Além disso, é importante para a transmissão de impulsos nervosos. Como tudo quando o assunto é nutrição, o bom senso é quem deve prevalecer.

Controle nas prateleiras

Um acordo entre as associações que representam os produtores de alimentos processados e o Ministério da Saúde, firmado no início de abril, estabelece um plano de redução gradual na quantidade de sódio presente em 16 categorias de alimentos.

Massas instantâneas, pães e outros itens terão que respeitar limites pré-estabelecidos. O pão de forma, por exemplo, poderá carregar, no máximo, 645mg da substância por 100g de produto. Outras metas, previstas para o mês de julho, abrangerão pão francês, bolos prontos, salgadinhos de milho e batatas fritas. Antes do final do ano, será a vez dos biscoitos cream cracker, embutidos, salame, mortadela, caldos, temperos e refeições prontas.

Saiba como substituir o sal de cozinha
:: Sal dietético: composto de metade de cloreto de sódio (sal comum) e metade de cloreto de potássio, possui o mesmo sabor, mas é menos nocivo.

:: Uso de temperos alternativos: use mais alho, cebola, orégano e misturas de ervas naturais — como o açafrão e o alecrim, por exemplo — podem ajudar no processo de readaptação ao consumo de menos sal.

:: Apimente as refeições: além de não ter contraindicações, a pimenta substitui o condimento com a vantagem de aumentar a circulação sanguínea.

Fonte: CADERNO VIDA ZH

L

Autor

lccomunic

Em: 05/06/2011, 21:00

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