Rádio
Nenhum programa no ar
Dez menores esperam por adoção em Ijuí
Embora sejam realizadas inúmeras campanhas em prol da adoção no país, o número de crianças e adolescentes à espera de uma família ainda é grande. E isso acontece, principalmente, porque os casais exigem um perfil específico de criança. "Eles estão interessados em adotar recém-nascidos ou crianças de até cinco anos de idade. E os menores que estão em abrigos, esperando por um lar, não possuem essas características", explica Marcos Luiz Agostini, juiz de direito da Infância e Juventude.
Por esse motivo, duplica a cada dia o número de jovens acolhidos em instituições e de pessoas sonhando com um filho. De acordo com o Conselho de Justiça Nacional, o número de famílias interessadas em adotar é até seis vezes maior que o de crianças disponíveis. "Em Ijuí não é muito diferente. Temos aproximadamente 35 casais dispostos a adotar e apenas dez crianças habilitadas. Elas só não são aceitas porque têm mais de oito anos de idade ou possuem algum problema de saúde. Temos, inclusive, algumas crianças portadoras de deficiência", esclarece Marcos. De acordo com ele, só não há mais crianças disponíveis porque um longo processo antecede a adoção.
Se uma criança vive em uma situação de risco dentro da própria residência, por exemplo, ela é conduzida a um lar pelas autoridades competentes. Lá, ela permanece por até dois anos, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente. "Esse é o prazo máximo, desde o ano passado, quando a legislação foi modificada. Significa, portanto, que a família tem até dois anos para se reorganizar e abrigar novamente o filho", frisa Luciana Bhorer, coordenadora do Conselho Tutelar de Ijuí. Caso isso não ocorra, a criança é destituída do poder familiar para que ela possa ter oportunidade de ter uma família substituta. "O problema é que muitos casais recorrem à decisão, e aí inicia mais um longo período de espera. Quem sofre é o menor, que fica sem contato com nenhuma família", completa Marcos.
Somente neste ano, o município teve que retirar 21 crianças e jovens da casa em que residiam. Eles foram encaminhados aos lares e, agora, recebem acompanhamento dos conselheiros tutelares. "Nós zelamos pelo direito de todos ao convívio com os pais e, se for o caso, com os irmãos. Claro que isso nem sempre é possível, e aí precisamos buscar uma família substituta, que nem sempre é encontrada. A sociedade precisa mudar o conceito de que somente recém-nascidos podem ser adotados. Há outros jovens nos lares, esperando por carinho e atenção. E não é justo que alguém chegue à vida adulta sem ter essa experiência", destaca Luciana.
Interessados em adotar devem comparecer ao 5° andar do Fórum, junto ao Juizado da Infância e Juventude. Ao casal são solicitados diversos documentos, desde comprovante de residência até laudo psicológico. "Para estar habilitada, a pessoa não pode ter condenação criminal ou problemas de saúde. Nesse momento, também é solicitado o perfil desejado da criança", finaliza Marcos. Na última quarta-feira, foi comemorado o Dia Nacional da Adoção.
Fonte: Jornal da Manhã
Autor
lccomunic
Em: 26/05/2011, 21:00

Homens foram encaminhados para os procedimentos de praxe

Haverá transporte saindo de Santo Augusto

O caso começou a ser investigado depois que mães de alunos descobriram mensagens suspeitas nos celulares dos filhos

Colisão registrada nas proximidades da localidade de Mauá mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU na noite desta sexta-feira

O festival reúne apresentações musicais, concursos culturais, atividades gastronômicas, oficinas, feira de negócios e o tradicional acampamento.

CTG lança campanha para novos associados e incentiva participação de crianças nas invernadas

Provas serão aplicadas em 8 e 15 de novembro. O Enem é uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, utilizado por instituições públicas e privadas como critério de seleção.




