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Estudo revela que religiosidade influencia o consumo de álcool na adolescência
Estudo norte-americano divulgado pelo CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – aponta que a religiosidade tornou-se uma proteção contra o consumo abusivo de álcool por indivíduos que possuam em sua linhagem genética ou familiar transtornos relacionados ao uso de bebida alcoólica.
O estudo foi realizado com o objetivo de compreender a relação entre a hereditariedade e o meio social, verificando o quanto a religiosidade influi na variabilidade genética do consumo problemático de álcool entre homens e mulheres em dois momentos: a adolescência e início da idade adulta.
A pesquisa avaliou a variabilidade genética, termo utilizado para definir mudanças que ocorrem no conteúdo genético de um organismo devido a diversos fatores. Entre eles, a mutação espontânea no DNA; as influências ambientais, que podem causar diferenças na expressão dos genes (fenótipos); e a religiosidade, termo utilizado para descrever diversos aspectos da vida de um indivíduo que possui uma religião, como suas crenças, valores e comportamentos.
Os autores avaliaram 2.754 gêmeos, entre 12 a 18 anos (1.311 homens e 1.443 mulheres), e 2.486 gêmeos dos 17 aos 29 anos (1.153 homens e 1.333 mulheres). A religiosidade e o uso prejudicial de álcool foram avaliados por meio de dois questionários padronizados.
Os resultados demonstram que, na adolescência, a variabilidade genética do uso nocivo de álcool diminuiu significativamente com o aumento dos níveis de religiosidade em homens e mulheres. Já no início da idade adulta, a religiosidade não influenciou na variabilidade genética do consumo problemático de álcool em ambos os sexos.
Isso significa que maiores níveis de religiosidade estão associados a menores níveis de problemas relacionados ao uso de álcool; e a manifestação de problemas decorrentes do uso de álcool em indivíduos predispostos é atenuada por maiores níveis de religiosidade, tanto para adolescentes homens quanto para mulheres.
Há também indicação de que a variabilidade genética reduzida para consumo problemático de álcool na adolescência pode ser a consequência de um maior controle social na adolescência do que na idade adulta jovem. Portanto, algumas religiões podem proibir, ou pelo menos restringir, o consumo de álcool, reduzindo o uso em seus seguidores. Dessa forma, a religião pode interferir no comportamento e na subsequente manifestação de problemas relacionados ao uso do álcool, colocando-se acima da predisposição genética.
ZERO HORA
Autor
lccomunic
Em: 18/04/2011, 21:00

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