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Advogada é presa em Ijuí suspeita de transferir vítimas de exploração sexual para outro cativeiro
Uma advogada foi presa preventivamente em Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul, sob a suspeita de envolvimento em crimes de cárcere privado, exploração sexual e trabalho análogo à escravidão. Ela atuava na defesa de integrantes de uma organização criminosa que controlava a exploração de mulheres na região.
De acordo com a Polícia Civil, a defensora havia assumido o compromisso perante o Ministério Público de garantir a libertação e o retorno seguro das vítimas às suas famílias. Contudo, o acordo foi descumprido, e as investigações revelaram que as mulheres foram transferidas para outro estabelecimento de prostituição localizado no município de Planalto, no Norte do estado.
Ameaça de morte embasou a prisão preventiva
A decretação da prisão preventiva da advogada foi fundamentada no depoimento de uma das vítimas. A mulher relatou ter sido ameaçada de morte pela própria advogada durante o trajeto de transferência, sendo alertada de que seria morta caso voltasse a procurar as autoridades policiais.
Após o fechamento do cativeiro inicial em Ijuí, os policiais realizaram uma nova operação no local para onde as vítimas haviam sido levadas, em Planalto. Na ação, oito mulheres foram resgatadas. A suspeita é de que o novo ponto também fosse controlado pelo mesmo grupo criminoso, liderado por um homem detido na Penitenciária Modulada de Ijuí.
Desdobramentos e prisões
Além da advogada, as forças de segurança prenderam preventivamente outras duas pessoas nos dias seguintes à operação: uma funcionária do local e um homem apontado como gerente da organização criminosa.
O caso teve início a partir da Operação Momentum Libertatis, coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM). Na primeira etapa da ação, três jovens foram libertadas — entre elas uma gestante de 25 anos — e o responsável pela segurança do recinto foi preso em flagrante.
As investigações apontam que a facção criminosa impunha um sistema de dívidas impagáveis às vítimas para impedir que deixassem o local. As apurações sobre o esquema continuam.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) informou que solicitou acesso aos autos do inquérito para analisar os fatos apurados e adotar as providências institucionais cabíveis.
Fonte: G1 RS
Autor
Bruno Vargas
Em: 09/09/2026, 07:50

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