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Em meio a ameaças de greve de caminhoneiros, governo anuncia medidas para fiscalizar preço do frete
O governo federal preparou medidas para garantir que a tabela do piso mínimo do frete seja cumprida. O anúncio, feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, nesta quarta-feira (18), acontece em meio a ameças de greve dos caminhoneiros, sinalizada por lideranças da categoria.
Segundo o ministro, o descumprimento da tabela não é caso isolado, mas uma prática reiterada de algumas empresas. Trata-se de uma das principais reclamações dos caminhoneiros.
— O foco vai ser a interrupção da irregularidade. E também nós teremos foco na responsabilização. Além da própria companhia, tanto o embarcador, que é o dono da carga, quanto o transportador serão responsabilizados — afirmou o ministro dos Transportes.
Entre as medidas anunciadas estão:
fiscalização eletrônica de todos os fretes e aumento da fiscalização presencial
suspensão cautelar tanto do contratante quanto do transportador quando houver descumprimento da tabela do frete
em caso de reincidência, o transportador pode ter o registro cancelado e o contratante fica proibido de contratar frete
Além disso, o governo vai passar a divulgar as empresas que mais desrespeitaram a tabela de frete mínimo. Conforme o ministro, ainda nesta semana uma medida provisória vai dar à ANTT autoridade para determinar a suspensão das empresas.
Segundo Renan Filho, a intensificação na fiscalização dos fretes não começou agora, mas, em razão do aumento do preço do diesel, será ampliada.
— Eram realizadas 300 autuções eletrônicas por mês quando assumimos o governo (em março de 2023). Hoje são 40 mil autuações por mês — completou.
Os caminhoneiros afirmam que a legislação sobre o piso mínimo existe desde 2018, quando houve greve, mas não é respeitada na prática por empresas que contratam o transporte.
Preço do diesel
O governo alega que estaria ocorrendo especulação nos preços de combustíveis, tendo em vista o contexto geopolítico e a cotação internacional do preço de petróleo.
Paralelamente, o Ministério da Fazenda negocia com os Estados a redução do ICMS sobre o combustível.
Na semana passada, o governo federal já havia anunciado a suspensão do PIS e Cofins do diesel numa tentativa de conter o preço do combustível.
A alta nos preços do diesel também motivou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal.
Fonte: GZH
Autor
Maira Kempf
Em: 18/03/2026, 14:13

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