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Polícia Civil conclui que brigadianos envolvidos na morte de agricultor em Santa Maria agiram em legítima defesa
A Polícia Civil concluiu na quarta-feira (3) o inquérito que apura a morte do agricultor Valdemar Both, 54 anos, durante abordagem policial no distrito de Palma, em Santa Maria, na Região Central, em julho.
A conclusão foi de que os dois policiais militares envolvidos no caso agiram em legítima defesa. Portanto, por não ter sido considerada criminosa a conduta dos policiais, o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário sem o indiciamento deles.
A investigação concluiu que a morte ocorreu durante uma fiscalização de rotina para apurar um possível crime ambiental. A situação teria escalado depois que Both "contrariado com os procedimentos, apanhou um machado e investiu contra a guarnição", diz trecho da nota emitida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) de Santa Maria, que apurou os fatos.
O entendimento da polícia levou em consideração a análise de imagens de câmeras de segurança do local, assim como laudos de necropsia e balística. As provas teriam confirmado a versão narrada pelos agentes.
Segundo a investigação, "a reação dos policiais, com disparos de arma de fogo, foi uma resposta direta a uma agressão injusta, atual e iminente, representando um risco real e imediato à vida dos agentes".
A DPHPP também concluiu que o uso da força policial foi "moderado" e "estritamente necessário para neutralizar a ameaça letal", mas que cessou após o agressor ser contido.
A compreensão da Polícia Civil sobre o fato seguiu a mesma linha da apuração conduzida pela Corregedoria da Brigada Militar (BM), que, em agosto entendeu que "houve a necessidade do uso da arma de fogo para conter a ação e preservar a vida dos policiais militares".
Relembre o caso
Valdemar Both, 54 anos, morreu em 1º de julho, após ser atingido por tiros desferidos por dois policiais do 2º Batalhão Ambiental. A guarnição teria ido verificar uma denúncia de falta de alvarás do local que funcionava como serralheria.
Conforme o coronel Rodrigo Gonçalves do Santos, comandante do Comando Ambiental do Rio Grande do Sul, a guarnição foi ao local para verificar uma denúncia de falta de alvarás do local que funcionava como serralheria. Segundo ele, Valdemar não teria apresentado tais documentos. Ao lavrar a ocorrência, os policiais teriam sido surpreendidos por ameaças com um machado.
Imagens de câmeras de segurança flagraram a ação dos policiais militares. Eles discutem com o homem, e em certo momento, se ouvem estampidos semelhantes a tiros. Nisso, o homem cai para o lado de fora de um galpão. Valdemar morreu no local.
OS profissionais envolvidos na ocorrência foram afastados. Valdemar deixa a esposa, de 49 anos, e um filho de 21.
Fonte: GZH
Autor
Maira kempf
Em: 04/09/2025, 04:12

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