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Carazinho cria 'botão lilás' para mulheres vítimas de violência acionarem socorro
Uma iniciativa em alusão ao Agosto Lilás, mês de combate à violência contra a mulher, deve tornar o chamado por socorro mais acessível às mulheres em situação de perigo em Carazinho.
O "botão lilás" de emergência vai estar disponível em aplicativo, lançado pela prefeitura nesta terça-feira (5). A ferramenta, quando acionada, envia um alarme com a localização da vítima para a Brigada Militar.
— É um aplicativo discreto e rápido, porque muitas vezes a mulher não tem como ligar, falar em voz alta. Quando o chamado é acionado, uma guarnição se desloca imediatamente ao local indicado — explica a vice-prefeita do município Valéska Walber.
A iniciativa busca reduzir os indicadores de violência doméstica na cidade. Conforme dados da Secretaria de Segurança Pública, Carazinho apresentou aumento de casos em três dos cinco índices.
A elevação é percebida na comparação entre o primeiro semestre de 2024 e de 2025. No ano passado, nenhum feminicídio foi registrado, cenário que mudou neste ano com o assassinato de Daniela da Silva Santos, 31 anos. Ela foi morta por um homem dentro de casa, em janeiro.

App poderá ser acessado mediante cadastro.Prefeitura de Carazinho / Divulgação
Outro indicador em elevação foi o de estupro (17%) e de lesão corporal (16%). Já os registros de ameaça reduziram (32%), enquanto os feminicídios tentados permaneceram zerados.
— A gente percebe também a necessidade de reforçar a rede de apoio. As mulheres que acionarem o botão já serão incluídas, para ter maior amparo — acrescenta Walber.
Inicialmente, o app estará disponível para cerca de 150 mulheres que têm registro policial pela Lei Maria da Penha. No entanto, conforme a vice-prefeita, o número é subnotificado, uma vez que muitas mulheres têm receio de registrar ocorrência.
Como será o cadastro
O aplicativo vai funcionar mediante cadastro das vítimas, que poderão fazer o processo de duas formas:
- Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento: a partir de registro de ocorrência, a mulher é cadastrada na plataforma e já poderá acessar o aplicativo no próprio celular.
- Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram): mulheres que não desejam registrar ocorrência podem buscar a unidade, que prestará ajuda discreta. O acesso ao app é o mesmo.
Fonte: GZH
Autor
Maira kempf
Em: 05/08/2025, 05:27

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