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Após palestra da polícia em escola, homem é denunciado e preso pelo estupro da filha no RS
Um empresário de 41 anos foi preso preventivamente, na terça-feira (25), por suspeita de ter estuprado a filha adotiva em Canoas, na Região Metropolitana. A vítima de 14 anos procurou a polícia para relatar os abusos após assistir, na escola, a uma palestra da Brigada Militar sobre violência sexual contra crianças e adolescentes.
A investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas apurou que os abusos se iniciaram quando a menina foi adotada, com 11 anos, e seguiram por três anos, até os dias atuais.
Segundo a apuração, o homem dava presentes e dinheiro para a adolescente para evitar que ela contasse sobre os abusos para alguém.
— Começou logo após a adoção. Ele oferecia recompensas a ela, com dinheiro e itens do desejo dela, e em troca a vítima tinha de satisfazer suas vontades — explica o delegado Maurício Barison, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
Na casa do homem, foram cumpridos mandados de busca e apreendida uma pistola 9 milímetros e munição do mesmo calibre. O empresário foi encaminhado ao sistema prisional.
A delegacia investiga, agora, se a mãe adotiva tinha conhecimento dos abusos e se ela era omissa.
O nome do homem não é divulgado para preservar a identidade da vítima, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Saiba como denunciar
- Brigada Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato
- Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres
- Qualquer delegacia de polícia
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa
- Conselho tutelar: todas as cidades possuem conselhos tutelares. São os conselheiros que vão até a casa denunciada e verificam o caso. Dependendo da situação, já podem chegar com apoio policial e pedir abertura de inquérito.
- Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia.
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008
Fonte: Gaúcha ZH
Autor
redação
Em: 27/07/2023, 08:20

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