Em greve desde o dia 18 de novembro, os professores e funcionários da rede estadual de Santo Augusto organizam um Ato em Defesa da Educação Pública.
Representante Municipal do Cpers, Professora Marlete Brigo convidou toda a comunidade para apoiar a causa, "Junte-se a nós para defendermos a educação no nosso Estado, essa luta é de todos nós...o que está em jogo é o futuro da educação do nosso Rio Grande do Sul, portanto, participe, venha dar as mãos conosco, vamos mostrar a nossa força", disse.
O ato será no próximo sábado, na Praça Pompílio Silva, a partir das 09 horas e tem como slogan: Juntos Somos Mais.
Além das escolas estaduais de Santo Augusto, também estarão participando do protesto educadores da região, entre eles, representantes da Escola Estadual de Ensino Médio São Valério, que aderiu a greve no dia 25 de novembro. A professora Gislaine de Fátima Hermann, representante do Cpers naquele município, pediu compreensão da comunidade e a mobilização da mesma, pois o ato é em defesa da educação pública de qualidade.
Em Santo Augusto, a adesão a greve é total nas escolas Santo Augusto (Ginásio) e Francisco Andrighetto (Grupo), e parcial na Escola Senador Alberto Pasqualini (CIEP).
Marlete destacou que "não há previsão para o término da greve. O sindicato está buscando negociações com os partidos políticos, na intenção de conseguir a retirada do projeto intitulado Reforma RS, que altera o plano de carreira do magistério".
Entre outras reivindicações, o Cpers quer a aplicação do piso do magistério dentro do atual plano de carreira nacional, cujo maior salário é de R$ 7.673,22. No texto protocolado na Assembleia, o maior salário básico seria de R$ 3.887,30. A ideia é aumentar esse valor, mas também aumentar a progressividade. Ou seja: para chegar até o valor máximo, será preciso ganhar mais promoções ao longo da carreira.
Na próxima semana, será realizada ASSEMBLEIA GERAL UNIFICADA DOS SERVIDORES PÚBLICOS, convocada pela FSP/RS Frente dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul. Será no dia 10, às 9h30min em primeira convocação e às 10h em segunda convocação, na Praça da Matriz (Praça Marechal Deodoro, Centro) em Porto Alegre.
De acordo com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), das 2,5 mil escolas estaduais, 410 estão sem aulas. O Cpers/Sindicato, entidade que representa os professores, aponta que o número é ainda maior, chegando a 770 estabelecimentos.
O calendário da Secretaria Estadual de Educação indica que aulas deveriam terminar no dia 19 de dezembro. No entanto, mesmo que a greve fosse encerrada agora, seriam necessários compensar os dias parados. Isso faria com que as aulas se estendessem até o começo de janeiro.
Presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Schürer reforça que a greve não tem data para terminar.
— Agora, se o governador decidir cortar o ponto, não haverá recuperação das aulas. Não iremos trabalhar de graça. Eduardo Leite vai ter que encontrar um jeito para este problema que ele mesmo criou — pontuou Helenir.