Conforme a denúncia do Ministério Público Eleitoral, o prefeito tomou várias decisões administrativas para beneficiar o deputado. Entre elas, estão o adiantamento do pagamento de metade do décimo terceiro salário e férias para que os servidores pudessem comprar convites para o jantar da vitória de Lara, cada um por R$ 250.
Também houve a constatação de que foi implantado turno único de trabalho, das 8h às 12h, na prefeitura, para que a tarde servidores que ocupavam cargos de confiança fizessem campanha. Houve manipulação na folha ponto, garantiu o MPE.
Além da denúncia do MPE, também entrou com processo contra os dois a Coligação Independência e Luta para Mudar o Rio Grande, formada pelo PSOL e pelo PCB, por abuso de poder político e econômico.
A defesa do deputado, que é o atual presidente da Assembleia, afirmou que as provas apresentadas no processo eram insuficientes para a condenação do politico, e rejeita as denúncias.
"A argumentação da defesa é fundamentada na ausência de provas, documentais, testemunhais, periciais, um deserto de provas", diz o advogado Antonio Augusto dos Santos.
A linha de argumentação do advogado de Divaldo Lara foi a mesma. "O processo é de uma fragilidade bem marcante no que diz respeito às provas produzidas", diz o advogado Felipe Brasil.










