O ‘querer’ não pode ser compartilhado, no máximo ele poderá ser estimulado. Eu posso dividir com você a alegria do nascimento de um filho, o prazer de compartilhar um bom almoço... São coisas que nos deixam felizes. Mas eu não consigo fazer você querer melhorar seu relacionamento com seu chefe. Esse processo é individual, é seu... você quer ou não quer. Um exemplo claro deste querer ocorreu por ocasião da Copa do Mundo. O que diferenciou a forma de jogo dos franceses dos brasileiros? Foi a motivação. Foi o compromisso com os objetivos estabelecidos, foi o querer vencer! Comprovou-se ali que não adianta propagar uma imagem de melhores do mundo, se não nos investirmos da responsabilidade que este ‘ser melhor’ nos delega. Aqui ou no campo de futebol, ser o melhor é ser responsável por garantir o melhor resultado. E para ser o melhor e obter o melhor resultado, eu preciso querer muito! Ninguém é o melhor à toa. Essa é uma construção extensa e que, como foi demonstrado na Copa do Mundo, também é uma construção permanente. O melhor quer muito e é humilde: sabe ganhar e aprende com o insucesso. Avalia as ocorrências que levaram ao insucesso, mantendo-se sempre motivado para o recomeço. A França pode não ter o time de estrelas que o Brasil tem, mas naquele jogo, todos assumiram a responsabilidade do querer buscar a vitória. Efetivamente eles eram um time! Assim, lá vão algumas dicas para qualificarmos o nosso querer. O querer não é compatível com o medo. Quem quer, via de regra, não tem medo. Por exemplo: você quer praticar esportes de aventura, fazer rapel, rafting, pular de pára-quedas, não dá para ter medo. Ao mesmo tempo em que não dá para ter medo, senão você não praticará este tipo de esporte, você tem de estar plenamente convencido de que quer fazer aquilo. E quanto mais convencido você estiver de que você quer fazer aquilo, menor será o medo de enfrentar desafios. É por isso, inclusive, que muitas empresas têm investido em treinamentos baseados na prática de esportes radicais. Enfrentar seus medos é o primeiro passo para você conquistar sua segurança. Quanto mais seguro você estiver, mais você irá querer novos desafios. Você aprenderá que sem correr riscos, não conquistará esse novo horizonte que se apresenta à sua frente. Pule dentro do desconhecido. Queira descobrir o que está além daquele lugar em que você se encontra. Corra riscos. Não tenha medo, pois afinal, você é um homem ou uma galinha? Eu vou aproveitar essa galinha para dar uma canja para vocês.
Quando falamos no querer, podemos classificar os profissionais que povoam o ambiente de trabalho de qualquer organização em quatro categorias: 1) O profissional galinha; 2) O profissional papagaio; 3) O profissional urubu; 4) O profissional águia.
Disso falaremos amanhã...na MENSAGEM DO DIA!