Rádio
Nenhum programa no ar
Em um ano, RS registra 834 denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes
De janeiro a dezembro do ano passado, 834 crianças e adolescentes denunciaram ter sido vítimas de abuso e exploração sexual no Rio Grande do Sul. Os dados foram divulgados pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, baseado no Disque 100.
Em 2015, foram 1.118 relatos no estado. O número de denúncias, portanto, caiu de um ano para outro. Porém, isso não quer dizer que as ocorrências também tenham diminuído.
“Estimativas mundiais indicam que apenas 10% dos casos são notificados e chegam às autoridades. A grande maioria fica nas sombras, portanto”, diz ao G1 a juíza-corregedora Andrea Rezende Russo, Coordenadora Estadual da Infância e Juventude.
Ontem,18, é o Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, instituído em 2000, em alusão ao Caso Araceli. Aos 8 anos, em 1973, a menina foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada, no Espírito Santo.
O corpo foi deixado desfigurado e em avançado estado de decomposição próximo a uma mata, em Vitória. Após a prisão, julgamento e absolvição dos acusados, o processo foi arquivado pela Justiça. A data de seu desaparecimento passou a ser um lembrete para que a sociedade se atente à violência contra as crianças.
Além do Rio Grande do Sul, conforme a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro lideram o ranking das denúncias feitas por meio desse serviço em 2016. Os relatos recebidos são analisados e encaminhados aos órgãos responsáveis, como Conselho Tutelar e polícia, que irão investigar as suspeitas.
Ainda conforme o levantamento, os crimes de abuso e exploração sexual foram os mais citados, tanto no estado como em relação ao restante do Brasil. E em função de a maior parte deles serem perpetrados por pessoas conhecidas das vítimas, ou mesmo dentro de casa, a criança tem dificuldade de falar sobre o assunto.
Assim, muitas ocorrências jamais se tornam conhecidas. "Muitas crianças têm medo de denunciar um parente, de desestruturar uma família ou de ninguém acreditar. Várias coisas podem impedir que a denúncia venha à tona", considera a juíza.
Com isso, a magistrada alerta para o ambiente escolar. É lá que a criança ou o adolescente pode se sentir à vontade para comentar sobre o tema. Esse é o mote da campanha "O Problema É Nosso", lançada pelo Poder Judiciário.
A juíza destaca ainda que abuso e exploração sexual são crimes amplos, com diversas facetas que muitas vezes passam despercebidas ou podem confundir a criança.
"Tem algumas situações que são veladas, como o toque, a carícia, em que a criança pode demorar um tempo para entender o que é aquilo, o que está acontecendo. Mas é abuso também. E se há um abuso que se perpetua por bastante tempo, ela vai perceber que tem algo errado. Que aquilo não é bom, que aquilo dói".
Ela explica, porém, que o abuso sexual nem sempre é identificável por evidências físicas ou está associado a lesões corporais, por exemplo. Segundo ela, os reflexos aparecem no comportamento da vítima.
"Existem situações que todos devem observar, mas não há sintomas específicos do abuso sexual. A criança muda o comportamento, pode ficar mais agressiva, mais tímida, e às vezes exibir um comportamento sexualizado fora da faixa etária. É claro que tudo tem que ser avaliado com cautela. Existe a fase do desenvolvimento sexual, do conhecimento do próprio corpo, que faz parte da vida. Mas é preciso perceber se há movimentos fora do contexto daquele momento da criança ou do adolescente", pondera a magistrada.
Depoimento Especial
Um recurso surgido no Rio Grande do Sul, mas que já virou lei, tem facilitado o trabalho das autoridades na resolução de casos de abuso e exploração sexual de menores. A prática chamada Depoimento Especial busca diminuir o trauma das vítimas durante audiências em processos judiciais que tratem de crimes desse tipo.
A criança é recebida em uma sala equipada com sistema de videoconferência, sem ter contato com o agressor, onde será interrogada por profissionais especializados, como psicólogos ou assistentes sociais.
Em 2003, foi aberta a primeira sala especial no Rio Grande do Sul. A experiência começou com o nome de Depoimento Sem Dano, que depois foi padronizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como Depoimento Especial.
Atualmente há 45 salas que utilizam esse recurso. Segundo a juíza, o objetivo é que esse número seja ampliado para 86 até o final do ano.
"É algo que beneficia tanto a vítima, que estará longe de uma sala de audiência, em um ambiente mais acolhedor, ou seja, facilita que ela possa falar, e ajuda também o juiz, já que prova que é colhida para fins de condenação ou não do acusado é mais fidedigna", observa.
Para denunciar, qualquer pessoa também pode entrar em contato pelo Disque 100. O telefone funciona 24 horas por dia, e as denúncias podem ser anônimas.
Autor
lccomunic
Em: 18/05/2017, 21:00

Veículo colidiu contra o Posto Novo Horizonte na noite deste sábado (3); câmeras de segurança registraram o fato.

Acidente aconteceu por volta do meio-dia desta quarta-feira; vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Bom Pastor

De cantores e influenciadores a veteranos da política: saiba quais nomes conhecidos do grande público não conquistaram votos suficientes nas eleições deste ano.

Os primeiros resultados das seções eleitorais fora do Brasil mostram cenários divididos entre os principais candidatos, com forte movimentação de eleitores e longas filas em países europeus.

Candidato santo-augustense obteve mais de 83 mil votos, conquistou seu sétimo mandato na Câmara dos Deputados e reafirmou o compromisso com as pautas gaúchas.

A partir de 29 de outubro, o Aeroporto Lauro Kurtz contará com frequências semanais às terças e sábados no fim de tarde, totalizando quatro voos diários no terminal.

A exibição segue até o dia 23 de outubro, dois dias antes da votação oficial, que ocorre no dia 25.

Unidade com 50 anos de tradição em Santo Augusto muda para o prédio ao lado, no antigo Lojão do Povo, e promete ofertas imperdíveis, chimarrão, pipoca e sorteio de brindes para os primeiros clientes a partir das 9h.

Linha de instabilidade avança pelo território gaúcho com previsão de acumulados expressivos de chuva e risco isolado de granizo e temporais severos.

Criança havia sido atendida no Hospital Bom Pastor, mas novas avaliações médicas indicaram a necessidade de encaminhamento para atendimento especializado.

Antes do último debate presidencial, emissora fará entrevistas individuais com os dois candidatos que disputam o segundo turno das Eleições 2026
