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Primeiro implante coclear da região Noroeste/RS foi realizado no hospital UNIMED
A primeira cirurgia de implante coclear do Noroeste do Rio Grande do Sul foi realizada recentemente no Hospital Unimed. O procedimento consiste na implantação de dispositivo eletrônico, através de cirurgia, dentro da orelha interna para estimular diretamente o nervo da audição, chamado de nervo coclear. “Existe indicação para os casos de perdas auditivas neurossensoriais severas e profundas que não tem o benefício esperado com os aparelhos auditivos. Existem testes objetivos de audição com os aparelhos auditivos para saber se o paciente é candidato ou não ao implante coclear”, explica o médico otorrinolaringologista Marcos Soares, responsável pela cirurgia.
A opção pelo implante, conhecido antigamente como “ouvido biônico”, contempla dois perfis de pacientes. No primeiro grupo estão aqueles surdos desde o nascimento, identificados através do teste da orelhinha, e no segundo os que perdem a audição após ter desenvolvido a fala. O dispositivo implantado apresenta uma unidade interna, com eletrodos que são implantados por cirurgia dentro do órgão sensorial da orelha interna (chamado de cóclea). A parte externa, semelhante a um aparelho auditivo que capta o som do ambiente, faz o processamento e envia diretamente para a unidade interna através de um imã.
O médico Marcos Soares ressalta que tanto o paciente que utiliza aparelho auditivo quanto aquele submetido ao implante fazem uso de dispositivo atrás da orelha. No caso dos aparelhos auditivos, há uma amplificação do som captado pelo dispositivo colocado atrás da orelha, que é transmitido pelo conduto auditivo com volume mais intenso. No implante coclear, o som captado pelo aparelho que fica atrás da orelha é transmitido para o implante através de corrente elétrica, que estimula diretamente o nervo da audição (nervo coclear).
A recomendação do implante coclear ocorre quando os aparelhos auditivos já não conseguem dar um mínimo de audição para que o paciente entenda os sons. “Antigamente, quem nascia surdo não desenvolvia a fala, eram chamados de surdo-mudos. Atualmente, quem nasce surdo e têm a indicação de realizar o implante pode ter um desenvolvimento normal da fala”, observa o médico. Contudo, os pacientes adultos submetidos ao procedimento podem apresentar dificuldade de adaptação, da mesma forma como não é fácil adequar-se aos aparelhos auditivos.
O dispositivo implantado somente entra em funcionamento após a ativação do aparelho externo, sendo recomendação que isso ocorra um mês após o implante. O procedimento cirúrgico coordenado pelo médico Marcos Soares foi auxiliado pela médica Letícia Schmidt Rosito, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, envolvendo equipe de anestesistas e de Enfermagem do Hospital Unimed Noroeste/RS. A cirurgia foi acompanhada ainda por profissionais da área de Fonoaudiologia, Adriana Signorina Silva Santos, de Porto Alegre, responsável pela análise da audição durante a cirurgia, Tainara Milbradt Wagner e Raquel Coradini Bortolini, de Ijuí. A análise da audição mostrou funcionamento normal da unidade interna e gerou estimulação do nervo coclear em todos os eletrodos, fato que prevê que o implante coclear terá bons resultados neste paciente.
Fonte: Assessoria de Comunicação UNIMED
Autor
lccomunic
Em: 04/05/2017, 21:00

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