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Tour em Liverpool por Priscila Knechtel
Para entrar no clima:
Com a cara e a coragem comprei minha passagem e lá fui eu, solita, me aventurar nas terras da rainha outra vez. Aproveitei uma promoção da Ryanair (companhia aérea de baixo custo) e minha passagem custou apenas 15 euricos, aproximadamente 44 pilas, ou seja, mais barato que muita passagem de ônibus no Brasil. Estou sem parâmetro de comparação, mas me digam vocês pra onde eu iria com 44 pilas aí no Brasil? Cricricri
Confesso que fui para Liverpol por conta dos Beatles. Não esperava muito mais do que isso. Que a cidade respira Beatles é fato, não dá para fugir deles, os caras são onipresentes por lá. Mas vai muito além do que a memória do maior grupo de rock da história. Já deu pra notar que eu sou super fâ dos caras, né?! E quem não é?
Liverpool foi conhecida como a Nova York européia na sua época de ouro e ainda é um dos pontos mais importantes da Europa. Era de lá que praticamente tudo que o Reino Unido produzia era enviado para o resto do mundo. Dentre vários pontos turísticos da cidade está a Liverpool Big Wheel, que é conhecida como a London Eye de Liverpool. Assim como a torre do relógio (Big Ben), Liverpool tem o gótico Royal Liver Building, com um relógio ainda maior. Eleita a “Capital Cultural da Europa” em 2008, depois de Londres, Liverpool tem o maior número de museus, esculturas, teatros, bibliotecas e galerias de arte do Reino Unido. Sentiu a competição? hahahaha
Por ser pequena, a melhor maneira de conhecer a cidade é andando. Eu comprei um tour de ônibus (aqueles em que você pode descer e subir em diferentes paradas), mas acabei desanimando, não tive paciência para esperar meia hora pelo próximo ônibus e acabei fazendo toda a rota a pé. Além do tour de ônibus, também participei de um “walking tour”, onde o roteiro é feito todo a pé com explicações de um guia. Ela era muito engraçada, falava sem parar com um sotaque misto de escocês com britânico-irlandês¹. Eu entendi porque estou acostumada com o sotaque dos irlandeses, mas os argentinos que estavam conosco pediam para ela repetir tudo, TODA HORA. Coitada!
Como todo curioso incurável, sou apaixonada por museus, e se não fosse o meu roteiro pré-programado teria passado o dia inteiro no Museu de Liverpool. O mais interessante é que praticamente todos os museus são gratuitos, sambou na cara da maioria das cidades européias, onde se paga para entrar nos principais museus. Aqui em Dublin, por exemplo, quase nada é de graça.
Liverpool também é a casa do simpático Super Lambanana. Uma escultura criada pelo japonês Taro Chiezo como um presente, e que em 2008, tornou-se um dos principais símbolos da cidade. Achei bem nada a ver esse misto de lamb (=cordeiro) + banana, mas a cidade tem lambananas por toda a parte e alguns até que são fofinhos.
Mas como cultura não enche barriga, na hora das refeições além do tradicional, na Inglaterra e Irlanda, Fish and Chips (=peixe e batata frita), que eu tive que passar dessa vez por conta da dieta, também são bem comuns batatas recheadas: com salada, queijo, salsicha, até feijão!!!
Tentei pensar num ponto alto da viagem e simplesmente não consegui! Foi tudo tão legal e emocionante. Sempre gostei muito da música dos Beatles, mas nunca me aprofundei na história da banda. Visitando o museu foi como se apaixonar por eles mais uma vez. Liverpool também conta com um museu do Elvis, curioso, afinal ele nasceu nos EUA. O museu trata da ligação entre os Beatles e o rei do rock: o fanatismo que o John, Paul, George e Ringo tinham por ele. E deixa claro que sem Elvis não teria existido Beatles. Simplesmente juntou duas das minhas paixões em uma só. Adorei! Os dois museus são super interessantes e instigantes, viajei no tempo por horas a fio.
Fiz questão de visitar o pub onde eles tocaram 292 vezes: o The Cavern. E é claro que tinha uma banda cover tocando. O pub original foi demolido, mas um novo (e igualzinho!) foi reconstruído 15 metros adiante usando os mesmos tijolos do bar original. Também dei um pulinho no The Grapes, que era onde eles íam encher a cara depois dos shows, uma vez que o The Cavern não vendia bebidas alcoólicas. Para a minha surpresa não estava tocando Beatles e sim um karaokê cheio de velhinhos super animados. Nem eu escapei da cantoria!
Acredito que Liverpool atraia muitos Beatlemaníacos, mas que no final acabam se apaixonando também por essa cidade encantadora. Assim como eu!
E você, conhece Liverpool? Deixe seu comentário e sugestões para os próximos artigos! :)
Se quiser entrar ainda mais no clima, vale a pena assistir o filme O Garoto de Liverpool (Nowhere Boy),baseado no livro Imagine This: Growing Up With My Brother John Lennon.
¹ Em 1851, cerca de 20% da população era Irlandesa. O que explica a semelhança dos sotaques.
Por Priscila Knechtel
Postado Por Léo Juliani
Autor
lccomunic
Em: 11/11/2013, 22:00

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