O desabastecimento de gasolina que causa transtornos no Estado desde o dia 16 pode acabar nesta terça-feira, quando a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) espera regularizar o fornecimento aos postos. Na tarde de segunda-feira, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sulpetro), Adão Oliveira, anunciava que a situação estava quase normal.
A Petrobras justificou que a escassez foi causada pelo clima adverso, que impediu o descarregamento de combustível nas monoboias ancoradas no mar, diante da praia de Tramandaí.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) detectou, semana passada, reajuste médio de 0,29% na gasolina no Estado. Em Porto Alegre, o avanço foi maior: 1,17%.
Na segunda-feira, o coordenador do escritório da Região Sul da ANP, Edson Silva, anunciou que irá monitorar os preços durante a semana, para apurar se a tendência continua. Qualificando os reajustes de "indesejáveis", Silva promete pedir explicações às distribuidoras, na quinta ou sexta-feira, porque teriam aplicado 1,26% na gasolina entregue aos postos.
O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes, Alisio Vaz, respondeu que aguardará o pedido da ANP. Observou que desconhece se houve reajuste. Uma das possibilidades, para um eventual aumento, é se as distribuidoras buscaram gasolina em Santa Catarina ou no Paraná além da cota autorizada pela Petrobras, que ressarciria os custos extras até determinado volume.
A ANP também solicitará à direção da Refap, durante a semana, uma alternativa de abastecimento para quando for impraticável descarregar petróleo nas monoboias em mar aberto.
Fonte - Clic RBS











