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Torre Anemométrica fará medição de potencial fólico em Giruá

Torre Anemométrica fará medição de potencial fólico em Giruá

A intercooperação pode garantir a construção do primeiro parque eólico do interior do Rio Grande do Sul, mais precisamente no município de Giruá. A Copervento Giruá S/A – organização formada pelo consórcio das cooperativas Ceriluz, Certhil, Creluz e a empresa Ecoprojetos. – já iniciou estudos no município apontado pelo Atlas Eólico Gaúcho como o mais cotado para essa finalidade no interior do Estado. O lançamento oficial da torre de medição, ou torre anemométrica, aconteceu na última terça-feira, 22, em Esquina Beltrame, local onde pode vir a ser construído o parque eólico. O equipamento instalado tem o objetivo de fazer as medições da intensidade e constância dos ventos da região, para, a partir destes dados, se fazer a análise de viabilidade do projeto. A solenidade de lançamento contou com a presença de diretores das organizações envolvidas, lideranças políticas e da imprensa local.

A expectativa da Copervento Giruá é instalar no local um parque eólico composto por dez torres, com potencial de dois Megawatts cada, totalizando assim um parque de 20 MW instalados. Os dados obtidos pelo anemômetro da torre serão analisados por um período de dois anos por técnicos da Ecoprojetos e de uma empresa alemã que a assessora, respeitando às exigências mínimas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para conceder Licença de Instalação (LI) a parques eólicos.

O presidente da Copervento Giruá, Kurt Grenzel, representante da Certhil, destaca que investimentos em novas alternativas de energia são importantes por parte das cooperativas para reduzir a dependência das usinas hídricas. “São as energias alternativas como a eólica que darão respaldo às hídricas, em momentos como o atual, quando em razão da seca, as Centrais Hidrelétricas estão praticamente paradas”, acredita. Já o presidente da Ceriluz, Iloir de Pauli, destaca a importância da intercooperação para viabilizar investimentos nestas energias, que ainda são novidade no cenário energético nacional. “O foco das cooperativas continua sendo a geração hídrica, mas o objetivo da Copervento Giruá é viabilizar através de parcerias investimentos em geração eólica, com segurança de retorno ao associado em forma de benefícios econômicos, sociais ou ambientais”. A possibilidade das cooperativas investirem nessa fonte de energia renovável se abre a partir do momento que os equipamentos vêm se tornando mais eficientes ao mesmo tempo que os custos vêm reduzindo, influenciados pela inserção de novas fábricas de aerogeradores no mercado.  

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lccomunic

Em: 23/05/2012, 21:00

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