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Rio Grande do Sul tem a maior incidência de tabagismo do Brasil

Rio Grande do Sul tem a maior incidência de tabagismo do Brasil

O Rio Grande do Sul é o Estado que apresenta maior incidência de pessoas que fumam no país – cerca de um quinto da população adulta –, segundo o coordenador do programa de Controle do Tabagismo do Complexo Hospitalar da Santa Casa de Porto Alegre, o pneumologista Luiz Carlos Corrêa da Silva. Para o especialista, a maioria dos fumantes gaúchos, que totaliza 19% dos adultos, não avalia o grau de periculosidade que o tabaco representa.

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que o Rio Grande do Sul é o Estado com maior taxa de mortalidade pelo fumo, com 0,036 para cada mil habitantes. Na segunda e terceira posição aparecem Piauí e Rio Grande do Norte, com 0,033 cada um. O estudo mostra que, em relação aos estados com maiores médias de morte por tabaco, o RS possui 17 municípios na lista, e três deles ocupam as três primeiras posições: Caseiros, com 0,328; São Valério do Sul, 2,647 e São João da Urtiga, 0,202.

A pesquisa baseada em dados de 2006 a 2010 revela também que o fumo, apesar de ser uma das principais causas de morte evitável no mundo, aparece em segundo lugar por óbito, com 11,3% do total de 4.625. Na primeira posição está o álcool, com 34.573 (84%), e em terceiro, substâncias psicoativas (1,18%). Ao todo, 40.692 pessoas já morreram no país devido ao uso destas substâncias lícitas e ilícitas.

Pelo estudo, o uso do cigarro apresenta uma dinâmica diferenciada, pois a maioria dos usuários começa a fumar na adolescência, além do complemento de que o cigarro contém diversas substâncias que causam dependência. Outro destaque é que o uso do tabaco está consolidado na rotina das pessoas, tem ligações com aspectos posológicos e sociais da vida dos indivíduos, o que torna a superação do vício algo mais difícil.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, explicou que a pesquisa serviu para fazer uma reflexão sobre o real motivo das causas das mortes no país. "A pesquisa se baseia nos prontuários dos médicos, e em algumas situações o prontuário indica que o paciente morreu de câncer de pulmão, quando sabemos que o cigarro é o fator principal para a ocorrência da doença. Ou então quando o sujeito mata no trânsito e não aparece no relatório que foi por efeito de álcool. Os documentos devem ser melhorados e a CNM quer debater", disse.

 

Postado por Adriano Martins

Fonte: Correio do Povo

L

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lccomunic

Em: 03/02/2012, 22:00

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