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Sem pistas sobre paradeiro, polícia tenta reconstituir passos da policial desaparecida
O trajeto entre um açougue e a residência da soldado Luane Chaves Lemes, 23 anos, é o principal foco da investigação que apura o sumiço da policial militar em Passo Fundo.
Ela foi vista pela última vez ao comprar carne por volta do meio-dia de segunda-feira a cerca de 250 metros de casa.
Ainda não há suspeitos nem pistas objetivas sobre o paradeiro da soldado. Ontem, a Polícia Civil ouviu o pai de Luane, duas amigas e outro ex-namorado da jovem. A investigação cogita as hipóteses de homicídio ou suicídio, mas não descarta que a policial esteja viva e tenha desaparecido deliberadamente.
Segundo a delegada Daniela Mineto, Luane trocou mensagens de texto com o ex-namorado no domingo, mas não detalhou o conteúdo. À polícia, ele disse que o relacionamento era conturbado. Procurado por ZH, ele não foi localizado.
Concomitantemente à investigação da Polícia Civil, a Brigada Militar designou uma patrulha especial com quatro policiais para procurar pela soldado na cidade e no Interior. A BM também investiga um jovem que foi baleado pela policial há cerca de um ano durante uma tentativa de assalto.
A cronologia
Domingo
Após almoçar com a família, em que comeu e conversou normalmente, Luane trabalha em um jogo de futebol no estádio Vermelhão da Serra. À noite, conversa com a mãe sobre o fim de namoro e relata para a mãe que está triste.
Após o desaparecimento de Luane, a mãe verificou dois celulares da filha (um terceiro foi levado por ela). Viu ali uma mensagem enviada no domingo à noite em que Luane dizia que o ex-namorado iria se arrepender do que vinha fazendo (a mãe não se recorda do texto literal escrito pela filha).
Segunda-feira
Por volta das 9h, a mãe ouve a batida do portão. A filha havia saído de casa sem dar explicações.
Às 9h10min, a câmera de uma agência do Banrisul mostra PM à paisana (de moletom roxo, calça cinza e tênis branco), sacando R$ 100.
Às 9h15min - Perto ao banco, Luane entra em um minimercado e compra cigarros. Uma câmera da lotérica mostra ela entrando no local.
Por volta das 9h30min, a mãe tenta contato pela primeira vez por telefone, que cai na caixa de mensagens. Perto desse horário, uma testemunha diz ter visto Luane passar na rua.
Por volta de 11h, Luane é vista pela última vez comprando R$ 5 de carne em um açougue. A atendente do local confirma a compra, e a presença da PM é filmada pela câmera de vigilância de uma transportadora. A mãe tenta ligar novamente, mas Luane não atende.
Autor
lccomunic
Em: 22/09/2011, 21:00

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