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Família Aguiar: filho do PM acusado de matar três pessoas vai permanecer com a avó paterna, decide Justiça

Silvana de Aguiar, 48 anos, mãe da criança, e os avós maternos, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em janeiro e não foram mais vistos.
Família Aguiar: filho do PM acusado de matar três pessoas vai permanecer com a avó paterna, decide Justiça
Foto: GZH

A Justiça decidiu, na segunda-feira (18), manter a guarda provisória do filho do policial militar Cristiano Domingues Francisco com a avó paterna.

O menino está com a mãe do PM desde janeiro deste ano, quando a mãe Silvana de Aguiar, 48 anos, e os avós maternos, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram. Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana, é o principal suspeito do sumiço e da morte dos três.

Os corpos não foram encontrados, mas ele está preso preventivamente e é réu pelos crimes. O pedido de parentes da mãe da criança para assumir a guarda, foi negado pela juíza Tatiana Martins da Costa, da Vara de Família de Cachoeirinha.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) não divulga detalhes do processo, que corre em sigilo. Porém, o advogado Gilmar Souza de Vargas, que representa a família Aguiar, confirmou ao g1 que a Justiça manteve a guarda provisória para a avó paterna.

"Estamos tomando as medidas cabíveis para demonstrar que o melhor interesse do menor é com a família materna, lugar onde o acolhimento é realmente seguro e mais adequado ao que a própria mãe aconselharia diante dessa situação", destaca.

A avó paterna foi indiciada pela Polícia Civil por fraude processual e associação criminosa. Conforme a investigação, ela teria participado da retirada de HDs de sua própria casa e "manipulado mensagens coordenadamente para que dados fossem apagados e conteúdos fossem removidos", aponta a polícia.

O Ministério Público não a denunciou, mas determinou novas investigações separadas por fraude processual — e poderá ser avaliado um Acordo de Não Persecução Penal.

O Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) é celebrado entre o Ministério Público e o investigado e permite encerrar investigações de crimes de menor gravidade sem a necessidade de um processo penal, desde que o investigado confesse o crime e cumpra condições ajustadas, como reparar o dano ou prestar serviços comunitários.

No início de maio, a Justiça tornou rés três pessoas no caso da família Aguiar: o policial militar Cristiano Domingues, Milena Ruppental Domingues, atual esposa dele, e o irmão, Wagner Domingues Francisco.


Fonte: G1

M

Autor

Maira kempf

Em: 19/05/2026, 14:46

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