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Bispo da diocese de Frederico Westphalen divulga nota sobre guerras e reforça apelo pela paz
O bispo da diocese de Frederico Westphalen, Dom Antonio Carlos Rossi Keller, divulgou uma nota pastoral em que aborda as tensões internacionais e reforça o posicionamento da Igreja Católica em defesa da paz.
No documento, o bispo destaca os recentes apelos do Papa Leão XIV contra as guerras e esclarece que tais manifestações não representam mudança na doutrina da Igreja, mas sim uma aplicação mais rigorosa dos princípios já existentes.
A nota relembra que a Igreja nunca considerou a guerra como um bem, ainda que admita, em casos extremos, a chamada “guerra justa”, desde que atendidos critérios rigorosos, como legítima defesa, esgotamento de meios pacíficos e proporcionalidade.
Segundo o bispo, diante do cenário atual — marcado por alto poder destrutivo e impactos sobre civis — torna-se cada vez mais difícil justificar conflitos armados dentro desses parâmetros.
Dom Antonio também ressaltou o papel do Papa como líder espiritual e voz em defesa dos que sofrem, além de reforçar o direito à legítima defesa, desde que dentro dos limites morais.
Ao final, o bispo convidou os fiéis à oração pela paz, à promoção da reconciliação e ao cuidado com julgamentos precipitados, incentivando a formação da consciência à luz dos ensinamentos da Igreja.
Nota Pastoral sobre a paz do mundo e a Missão do Papa Leão XIV frente às guerras.
Amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo,
Diante das recentes tensões internacionais e das manifestações públicas que têm envolvido autoridades civis e religiosas, julgo oportuno oferecer a todos uma palavra de esclarecimento e orientação, à luz da doutrina da Igreja. Nos últimos tempos, têm sido amplamente divulgados os apelos do Santo Padre, Papa Leão XIV, em favor da paz e sua firme condenação das guerras em curso. Tais pronunciamentos, por vezes, são interpretados de maneira equivocada, como se representassem um afastamento da tradicional doutrina católica sobre a chamada “guerra justa”. É necessário, portanto, reafirmar com clareza: a Igreja, ao longo de sua história, nunca considerou a guerra como um bem, mas sempre como um mal, ainda que, em circunstâncias extremas, possa ser moralmente tolerada. A reflexão clássica, desenvolvida por Santo Agostinho e aprofundada por São Tomás de Aquino, estabeleceu critérios rigorosos para que o recurso à força armada pudesse ser considerado legítimo. O Catecismo da Igreja Católica recorda que tais condições são exigentes e cumulativas: é necessário que haja uma agressão injusta e grave, que todos os meios pacíficos tenham sido tentados sem sucesso, que exista fundada esperança de êxito e que o uso da força não provoque males maiores do que aqueles que se pretende evitar. Ora, à luz das circunstâncias atuais — marcadas por armamentos de grande poder destrutivo, pela frequente vitimização de populações civis e pela complexidade dos interesses envolvidos — torna-se cada vez mais difícil verificar, na prática, o cumprimento dessas condições. É neste contexto que devem ser compreendidos os apelos do Santo Padre. Ao condenar as guerras contemporâneas, ele não rejeita a doutrina da Igreja, mas a aplica com maior rigor, recordando que o recurso à guerra só pode ser admitido em casos verdadeiramente excepcionais e sob condições muito estritas. Além disso, como Pastor universal, o Papa tem a missão de dar voz aos que sofrem, de denunciar a banalização da violência e de exortar as consciências à busca sincera da paz. Sua palavra assume, portanto, um caráter não apenas doutrinal, mas também profético. Ao mesmo tempo, a Igreja continua a reconhecer o direito à legítima defesa, pessoal e coletiva, bem como o dever das autoridades de proteger os seus povos. Tal princípio permanece válido e não pode ser ignorado. Contudo, ele deve sempre ser exercido dentro dos limites da moral, evitando-se qualquer forma de desproporção ou injustiça.
Diante disso, exorto todos os fiéis de nossa Diocese a:
✓ rezarem insistentemente pela paz no mundo;
✓ cultivarem em suas famílias e comunidades uma cultura de reconciliação e respeito;
✓ evitarem julgamentos precipitados ou ideologicamente motivados sobre questões de grande complexidade;
✓ buscarem formar a própria consciência à luz do ensinamento da Igreja. Confiemos à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, os destinos da humanidade, para que os corações se abram à graça de Deus e os povos encontrem caminhos de justiça e concórdia.
Com minha bênção pastoral,
+ Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo de Frederico Westphalen
Autor
Maira kempf
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