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Prisão preventiva de Gusttavo Lima é revogada pela Justiça
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) revogou, na tarde desta terça-feira (24), o mandado de prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima. A decisão é do desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, relator do caso, e também revoga a apreensão do passaporte e do certificado de registro de arma de fogo do cantor.
A prisão contra o sertanejo havia sido decretada na segunda-feira (23). Ele é investigado por suposto envolvimento esquema de lavagem de dinheiro por meio de plataformas digitais de apostas (bets). A advogada e influenciadora Deolane Bezerra, solta também nesta terça-feira, havia sido presa em desdobramento da mesma operação, denominada de Integration.
No mandado de prisão emitido pela Justiça de Pernambuco, a juíza Andréa Calado da Cruz apontou que as empresas Balada Eventos e Produções Ltda e GSA Empreendimentos e Participações Ltda, pertencentes ao cantor, estão sob suspeita de ocultação de valores provenientes de casas de apostas online. Ela também mencionou na decisão que Gusttavo Lima teria dado "guarida (abrigo) a foragidos", no caso, o empresário José André da Rocha Neto, dono das bets Vai de Bet e Pix365 e da holding JMJ Participações, e a mulher dele, Aislla Rocha, durante viagem à Europa. O casal era considerado foragido, mas uma decisão de segunda-feira, do relator do caso, acatou pedido de habeas corpus da defesa de Darwin Henrique da Silva Filho, dono da Esportes da Sorte, e estendeu a liberdade a outros 17 presos na operação.
"Ilações impróprias e considerações genéricas"
Na decisão desta terça em que revogou a prisão, de acordo com o g1, o magistrado afirmou que as justificativas dadas para a preventiva constituem "meras ilações impróprias e considerações genéricas". E acrescentou não haver "indícios de que o cantor estivesse dando guarida a fugitivos quando viajou à Grécia com o casal".
Segundo as investigações, desde 2023, as empresas do cantor teriam recebido aproximadamente R$ 49,4 milhões das plataformas Esportes da Sorte e Vai de Bet, ambas investigadas na Operação Integration.
Conforme a decisão judicial de segunda-feira, Gusttavo Lima adquiriu participação de 25% na empresa Vai de Bet, em 1º de julho. Contudo, no despacho desta terça, o desembargador Eduardo Guilliod Maranhão aponta que o fato de o artista ter adquirido 25% de participação da Vai de Bet “não constitui lastro plausível capaz de demonstrar a existência da materialidade e do indício de autoria dos crimes”.
A defesa do cantor afirmou, na ocasião da ordem de prisão, que a decretação era "injusta e sem fundamentos legais".
Fonte: Correio do Povo
Autor
redação
Em: 25/09/2024, 06:19

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