Rádio Querência

Simulador deixa de ser obrigatório no processo de formação de condutores

Medida resultará em redução no custo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
Simulador deixa de ser obrigatório no processo de formação de condutores

 

Decisão da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) desta quarta-feira (21) desobrigou a utilização de simuladores durante o processo de formação dos condutores na categoria B no Rio Grande do Sul. A determinação abre caminho para redução no valor para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Estado que, no entanto, ainda não tem data para ocorrer.

Conforme o Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), a decisão só passará a valer após definição que será tomada a partir da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Até então, o RS era o único que ainda exigia a utilização do equipamento no curso de formação de condutores. Uma ação ajuizada, ainda em 2019, pelo Sindicato dos Centros de Habilitação de Condutores de Auto e Moto Escolas (Sindicfc-RS), requisitava a nulidade da resolução 778/2019 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que tornou opcional o uso dos simuladores de direção para a formação dos motoristas nas autoescolas.

Entenda o caso

Em abril de 2020, a 6ª Vara Federal de Porto Alegre proferiu sentença negando o pedido. O Sindicfc-RS recorreu, então, ao TRF4. A entidade argumentou que a resolução questionada foi uma mudança decidida unilateralmente pelo Contran. 

Em maio deste ano, a 3ª Turma do tribunal, por unanimidade, negou provimento à apelação, mantendo o entendimento pelo uso facultativo dos simuladores em CFCs do Estado.

Contraria à obrigatoriedade dos simuladores, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) apontou que, mesmo após duas decisões desobrigando a utilização do simulador, os efeitos suspensivos prologavam a situação, deixando o Rio Grande do Sul com a CNH mais cara da região sul e gerando um ônus aos usuários superior a R$ 88 milhões em aulas com o equipamento.

Além disso, a PGE apontou que o ato emanado pelo Contran, que o Sindicato buscava invalidar, foi antecedido de amplo debate contando com a participação da própria entidade sindical.

Na sessão desta quarta-feira, foram julgados os embargos de declaração interpostos pelo sindicato, com a rejeição de forma unânime de mais esse recurso.

Até agora, os gaúchos que buscam pela primeira habilitação na categoria B - para condução de carros - precisam desembolsar o equivalente a R$ 2.714,16. Dentro deste valor, estão incluídas as cinco aulas com o simulador que eram obrigatórias, totalizando R$ 377,60 - cada aula tem o valor de R$ 75,52.

Fonte: GaúchaZH

R

Autor

redação

Em: 22/09/2022, 06:23

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