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RS investiga seis casos suspeitos de varíola dos macacos
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul informou nesta terça-feira (28) que investiga seis casos suspeitos de varíola dos macacos. Até o momento, o estado tem dois casos confirmados.
No Brasil, 20 pessoas já tiveram a doença identificada conforme o Ministério da Saúde -- 14 em São Paulo, quatro no Rio de Janeiro e os dois do RS. No mundo, são quase 4,3 mil casos confirmados em 48 países.
De acordo com a SES, os casos suspeitos no RS e as pessoas com quem tiveram contato já passaram por atendimento médico e estão sendo monitorados. Cinco casos suspeitos foram identificados na Macrorregião Metropolitana, e um na Macrorregião Centro-Oeste. As cidades não foram confirmadas pela SES.
Até agora, os dois casos confirmados de varíola dos macacos foram identificados em Porto Alegre. O primeiro caso confirmado da doença no estado ocorreu no dia 12 de junho, identificado em um homem de 51 que chegou à Capital após viagem a Portugal. Já o outro é de um homem de 34 anos, residente de Porto Alegre, com histórico de viagens a países europeus. Não há relação entre os dois casos, afirmam as autoridades sanitárias gaúchas.
A varíola, chamada de "monkeypox", é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado ou com material corporal humano contendo o vírus, por meio de secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados, segundo a SES. Apesar do nome da doença, os macacos não são reservatórios e o surto atual não tem relação com os animais.
Os sintomas duram de duas a quatro semanas. Entre eles, estão feridas na pele, febre e inchaço dos gânglios (íngua no pescoço). Outros sintomas comuns são dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, calafrios e exaustão.
A incubação do vírus dura de seis a 16 dias, podendo chegar a 21 dias, de acordo com a SES. A infecção possui sintomas bem similares à varíola humana, porém com baixas taxas de transmissão e de letalidade.
Pessoas com sintomas devem procurar um serviço de saúde para avaliação. O diagnóstico é feito por teste molecular ou sequenciamento genético, cujas amostras são enviadas para o Instituto Adolf Lutz, de São Paulo.
Casos de infecção do vírus têm sido relatados em Portugal, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos. Até pouco tempo, todos os casos fora da África eram casos importados de viajantes recentes à República Democrática do Congo ou à Nigéria. Já os casos comunicados em maio de 2022 são os primeiros casos autóctones, cuja via de transmissão ainda não se tem estabelecida ao certo.
Para evitar que haja um estigma e ações contra macacos, o Ministério da Saúde optou e orienta por não denominar a doença no Brasil como varíola dos macacos. Embora tenha sido identificado originalmente em animais desse gênero, o surto atual não tem relação com ele. Apesar do estrangeirismo, uma tentativa de solucionar a situação foi a de usar o termo "monkeypox", denominação dada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Casos investigados pelo RS
5 pessoas residentes na Macrorregião Metropolitana
1 pessoa residente na Macrorregião Centro-Oeste
Fonte: G1/RS
Autor
André Motta
Em: 29/06/2022, 05:53

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