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TJ nega recurso de bispo que se tornou réu por suspeita de abuso sexual
O Tribunal de Justiça (TJ) rejeitou o recurso da defesa do bispo Antônio Carlos Rossi Keller que buscava esclarecer pontos da decisão que tornou o religioso réu por abuso sexual. Dom Antônio, bispo de Frederico Westphalen, diocese que abrange os 21 municípios da região Celeiro, é acusado de abuso contra um ex-cerimoniário que à época era menor de idade.
A decisão que tornou o religioso réu foi dada em fevereiro pela 7ª Câmara Criminal, por unanimidade. Os três desembargadores entenderam que havia na denúncia do Ministério Público (MP) “suficiente descrição dos fatos” e “lastro probatório mínimo” dos supostos crimes. Na ocasião, a defesa de dom Antônio interpôs embargos de declaração visando a clarear a decisão.
Em sessão virtual realizada em 25 de abril, a 7ª Câmara decidiu, por unanimidade, desacolher os embargos de declaração. A defesa do religioso poderá recorrer junto aos tribunais superiores.
As apurações do MP sobre possíveis abusos por parte de dom Antônio tiveram como base o relato de um ex-cerimoniário – espécie de ajudante de religiosos em missas e outras tarefas na Igreja – de Frederico Westphalen. Ele contou ter sofrido abusos sexuais. Aos 13 anos, o adolescente foi morar com o bispo. A denúncia do MP descreveu que dom Antônio, “aproveitando-se da condição de bispo da Igreja Católica Apostólica Romana, reiteradamente praticou ato libidinoso” com a vítima.
O bispo foi denunciado em 2020, mas a Justiça de Frederico Westphalen rejeitou a denúncia. O MP recorreu, e a 7ª Câmara Criminal do TJ entendeu que dom Antônio deveria responder pelas acusações.
A Igreja Católica fez três averiguações das suspeitas e disse não ter encontrado fundamentos que comprovassem as denúncias. O bispo acabou absolvido no processo canônico e segue na direção da diocese sediada em Frederico Westhalen.
O que disse a defesa do bispo Antônio Carlos Rossi Keller
A defesa não foi intimada da decisão e não pode comentar por se tratar de caso que tramita em segredo de Justiça.
Fonte: Fonte: GZH
Autor
Maira Kempf
Em: 10/05/2022, 12:21

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