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Atendendo desejo manifestado em vida, órgãos de Santo-Augustense são doados
Em meio a dor da despedida de um ente querido, um gesto de empatia e amor que se transforma em esperança para outras vidas. Com a autorização da família, a Central de Transplantes do Rio Grande do Sul realizou na noite de quarta-feira, 26, captação de órgãos no Hospital Unimed Noroeste/RS. A doadora, Mônica Jaqueline Hansen da Rosa, de 49 anos, de Santo Augusto, estava internada desde o dia 12, cujo quadro de saúde teve evolução para encefalopatia hipóxica isquêmica grave, com posterior progressão para Morte Encefálica.
Exames clínicos e de imagem realizados na terça-feira, 25, comprovaram o diagnóstico, o que determinou o início do processo de doação, que na instituição é de responsabilidade da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott).
Segundo familiares, o gesto atende o desejo da paciente. Traduz “a doação que ela sempre teve pelos menos favorecidos. Mesmo não tendo muitas condições, ela sempre estava disposta a ajudar o semelhante”, relatou um familiar, complementando: “Para nós é um sentimento de continuidade. É o que nos dá conforto”.
A psicóloga Hospitalar, Débora Andrade, que atua no Hospital Unimed, explicou que “apesar da dor e do sofrimento da perda repentina, a doação de órgãos é um ato de amor e solidariedade, além de ser facilitador do processo de luto pois estão realizando o desejo da paciente em ser doadora, expressado em vida”.
A equipe responsável pelo transplante teve como médico captador o cirurgião pediátrico Gustavo Pileggi Castro, de Passo Fundo. A doação resultou na captação dos rins e fígado. “O gesto bondoso e caridoso da doação tira várias pessoas das filas de transplante”, destacou o profissional mencionando a importância da atitude. Ele acrescenta que são situações de dificuldade como a realização de hemodiálise ou de um caso gravíssimo de insuficiência hepática, por exemplo. “É um gesto muito carinhoso, porque a pessoa vai continuar com seus órgãos funcionando, vivos em outras pessoas”, reforçou.
Esta é a segunda captação de órgãos realizada no Hospital Unimed Noroeste/RS desde o credenciamento no Sistema Nacional de Transplantes para captação de órgãos e tecidos, que ocorreu em setembro de 2016. A partir de então, a notificação de Morte Encefálica (ME) tornou-se obrigatória à Central de Transplantes do Estado, visando a identificação de possíveis doadores.
A captação de órgãos e tecidos só acontece após a autorização familiar. “A doação de órgãos pode beneficiar inúmeras pessoas que estão em filas de transplante. A decisão de doar, em caso de Morte Encefálica, é de responsabilidade da família. Por isso, a importância de informarmos nossos familiares sobre o desejo de doar”, destacou a médica intensivista e cardiologista Andrieli de Oliveira Buzzeto, coordenadora da Cihdott do Hospital Unimed Noroeste/RS.
Mônica era servidora municipal e atuava como recepcionista na UBS V Zona Oeste. O seu corpo foi velado na Capela Municipal até às 9h, após transladado para a Cidade de São Martinho.
Fonte: Com informações da UNIMED
Autor
Maira Kempf
Em: 27/01/2022, 11:50

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