A
Argentina anunciou neste domingo (15) que fechará por 15 dias as fronteiras do país, em reação ao avanço do
coronavírus pelo continente. O país, que contabilizava 45 casos confirmados e duas mortes, faz fronteira com
Brasil,
Chile,
Paraguai,
Uruguai e
Bolívia.
Mas o país não é o único da
América Latina a tomar a decisão. A
Colômbia proibirá a partir desta segunda-feira (16) o acesso de estrangeiros ao seu território como forma de tentar conter a epidemia do novo coronavírus, que deixou ao menos 34 contagiados em todo o país, informou neste domingo o presidente Iván Duque.
Os colombianos e estrangeiros que vivem no país poderão entrar no território, embora tenham que ficar em "isolamento preventivo obrigatório de 14 dias" em suas casas, acrescentou.
A Colômbia registrou o primeiro caso de Covid-19 no último 6 de março, em uma jovem de 19 anos procedente da cidade italiana de Milão. Desde então foram registrados pelo menos 33 outros casos.
Neste domingo, o presidente do
Peru fez uma transmissão por rádio e televisão anunciando que o país também fechará todas as suas fronteiras por 15 dias. O decreto começa a valer a partir desta segunda. Martín Vizcarra declarou estado de emergência e recomendou a confinamento da população. No Peru, há 71 casos confirmados da doença.
— Nove dias atrás, houve um caso de coronavírus, hoje existem 71 e os afetados continuarão a aumentar se o governo não adotar medidas extremas para retardar o avanço desta doença — acrescentou Vizcarra.
O
Equador anunciou ainda no sábado (14) que irá proibir a entrada de estrangeiros, após ser registrada a segunda morte causada pelo novo coronavírus. Segundo o Ministério do Turismo, "a saída do Equador não está restrita, portanto quem desejar seguir para outros países por via aérea poderá fazê-lo".
O Chile fechou todos os seus portos aos cruzeiros que chegariam à região, após ordenar quarentena a duas embarcações por um caso de coronavírus confirmado. O país conta com pelo menos 75 pessoas infectadas com Covid-19 desde o último 3 de março.
— Determinamos a suspensão das aulas por um período de duas semanas, nos jardins de infância, colégios municipais e privados financiados (pelo estado) — anunciou também o presidente Sebastián Piñera, em uma declaração no Palácio do Governo.
Segundo o G1, na Bolívia, foi anunciada a proibição à entrada no país de passageiros vindos da China, Coreia, Itália e Espanha, além da suspensão de voos para Europa e grandes eventos públicos com mais de mil pessoas.
*GaúchaZH