Com a
primeira morte na capital, Pequim, chega a 106 o número de mortos pelo coronavírus na China. Além disso, foram registrados 1,3 mil novos casos da doença.
As autoridades sanitárias da província chinesa de Hubei (centro), onde começou a epidemia, afirmaram que o vírus deixou mais 24 mortos, que somados aos 82 já reportados, somam 106, e infectou outras 1.291 pessoas, o que eleva o número de pacientes confirmados a mais de 4 mil em todo o país. Um bebê de nove meses estaria entre os infectados.
A preocupação com o vírus levou Pequim a adiar o início do semestre letivo em escolas e universidades em todo o país. As aulas estão suspensas devido ao feriado do Ano Novo Lunar e o Ministério da Educação não divulgou uma data para o retorno das atividades. De acordo com uma nota do ministério, a retomada das aulas será decidida segundo a localização dos estabelecimentos.
Mais cedo, o presidente americano,
Donald Trump, havia oferecido "qualquer ajuda necessária" ao gigante asiático, que isolou várias cidades para impedir a propagação da doença.
A Mongólia se tornou o primeiro país a fechar as rodovias que a ligam à China. As pessoas procedentes da província chinesa de Hubei, a mais afetada, não poderão entrar na Malásia.
Alemanha,
Turquia e
Estados Unidos desaconselharam seus cidadãos a viajarem à China, enquanto França, EUA, Japão e Marrocos preparam a evacuação de seus cidadãos.
Meia centena de doentes foram reportados no resto do mundo, onde uma dezena de países, da Ásia à Austrália, passando pela Europa e pela América do Norte, foram atingidos pelo vírus. A Alemanha registrou nesta segunda seu
primeiro caso confirmado, um homem da Baviera (sul).
A crise faz temer uma maior
fragilização da economia chinesa e inclusive mundial. As principais bolsas mundiais caíram mais de 2% nesta segunda-feira no Japão e na Europa, enquanto em Nova York operava no vermelho.
Vários eventos esportivos internacionais previstos na China foram cancelados, adiados ou transferidos. O último deles, a Volta Ciclística a Hainan, que seria disputado no fim de fevereiro.
Caso suspeito no Brasil
O governo de
Minas Gerais tem nova suspeita de caso de
coronavírus, relativa a uma paciente de 22 anos de Belo Horizonte. Esta é a
segunda suspeita de infecção pelo vírus no Estado em uma semana. Se confirmado, este seria o primeiro caso da doença no Brasil.
Segundo nota publicada
no site da Secretaria Estadual de Saúde de Minas, a jovem esteve em viagem à
China. Informações da
Veja dão conta de que ela teria ido a Wuhan, cidade epicentro da epidemia.
A mulher foi atendida na sexta-feira (24) em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Belo Horizonte com sintomas respiratórios e febre baixa. Na nota, a posta informa que a paciente passa bem, já recebeu atendimento e "todas as providências necessárias foram tomadas".
*GaúchaZH