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Presidente da Câmara autoriza criação de comissão para buscar solução para endividamento agrícola

Presidente da Câmara autoriza criação de comissão para buscar solução para endividamento agrícola

presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) autorizou a criação da Comissão Externa do Endividamento Agrícola, colegiado que será criado com o objetivo de formular propostas para o enfrentamento da grave crise vivida pelo setor produtivo nacional. Autor da proposta, o deputado Jerônimo Goergen (Progressistas-RS) vem articulando desde o ano passado uma solução para o alto grau de endividamento dos produtores de trigo, leite e arroz, setores de ponta do agronegócio nacional. Diversas outras atividades primárias também passam pela mesma situação. “Há dívidas com bancos, empresas privadas e a capacidade de investimento e crédito ficou praticamente inviabilizado. Com o passivo do Funrural, isto fica mais agravado e o resultado é a perda de renda do setor”, argumentou Jerônimo.
Em conversas com parlamentares, o deputado Carlos Meles (DEM-MG), que integrou a CPMI do Endividamento durante o governo Fernando Henrique Cardoso, defendeu a criação do mesmo grupo de trabalho, que culminou com a securitização daquele passivo. “Nossa linha de trabalho será a mesma, buscando um novo formato de securitização. E vamos retomar o debate sobre o Funrural, cobrança que foi muito mal recebida pelo setor”, destacou Jerônimo. O parlamentar acrescenta que outra linha de ação será executada junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, estabelecendo uma renegociação similar a que foi implementada para salvar os hospitais. “As instituições compram essa dívida, fazendo um novo alongamento, com parcelas reduzidas”, explicou.
Na próxima semana, Jerônimo levará ao governo federal a proposta de criação de um grupo de trabalho formado por Ministério da Agricultura, Ministério do Planejamento, Ministério da Fazenda, Banco do Brasil, Banco Cetral, OCB, Acebra, CNA, Aprosoja e Abimaq, nos mesmos moldes do criado pelo governo FHC. A Comissão Especial será formada pelos seguintes parlamentares: Jerônimo Goergen (coordenador), Dilceu Sperafico (PP-PR), Domingos Sávio (PSDB-MG), Evair de Melo (PV-ES), Evandro Roman (PSD-PR), Lázaro Botelho (PP-TO), Valdir Colatto (PMDB-SC) e Zé Silva (SD-MG).
Na avaliação do deputado Evair Melo, “a instalação dessa comissão, com a qualidade dos membros que farão parte, é a luz no final do túnel que o setor produtivo do café precisa para voltar a ter esperança na atividade. Tenho certeza que o parlamento dará uma resposta a altura da cafeicultora e do Agronegócio brasileiro”, argumentou. Já Zé Silva afirmou que o governo federal, ao construir e implementar as políticas públicas de crédito, “nem sempre elas são de acordo com a realidade brasileira. Por isso a gente já sabe que a perspectiva de insucesso dos produtores é muito grande. Sem falar que metade dos produtores tem assistência técnica. Então, com isso, a agricultura familiar se endivida, não só pelas condições de juros altos e condições climáticas. Mas, principalmente, pela praga da lavoura brasileira que é o governo federal, que faz as políticas no curto prazo, sem estar adequada à realidade nacional”, destacou. Os deputados Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), Carlos Meles (DEM-MG), Bilac Pinto (PR-MG), Toninho Pinheiro (PP-MG), Alceu Moreira (PMDB-RS), Geraldo Resende (PSDB-MS) e Tereza Cristina (Sem Partido-MS) também manifestaram interesse em fazer parte da Comissão Especial.
Assimetrias do Mercosul
Rodrigo Maia também deve colocar em votação, ainda no mês de março, o Projeto de Lei 3487/2012, de autoria do deputado Jerônimo Goergen. A proposta está pronta para ser apreciada no Plenário da Câmara e proíbe a comercialização e a estocagem de arroz, trigo, feijão, cevada, aveia e cebola importados, que não tenham passado pela análise de resíduos químicos de agrotóxicos e princípios ativos usados na industrialização desses produtos. Segundo Jerônimo, a proposta tem como objetivo proteger a saúde dos consumidores brasileiros e manter a competividade da indústria nacional, reduzindo as assimetrias com países que integram o Mersocul. “Todos os dias entram pelos nossos portos e fronteiras toneladas de produtos produzidos com agrotóxicos cujos princípios ativos não são permitidos pela legislação nacional. Além do risco à saúde humana, esses produtos esse produtos são comercializados com preços muito abaixo dos praticados no Brasil, produzindo uma concorrência desleal com nossas empresas e produtores”, explicou o parlamentar. Jerônimo esclarece que os agroquímicos usados nos países que integram o Mercosul não possuem registro junto aos órgãos ministeriais brasileiros. Ainda quando era deputado estadual, Jerônimo conseguiu aprovar a mesma proposta, que virou a Lei 12.685/2006, restrita ao Rio Grande do Sul e contestada na Justiça. “Procuramos contornar todos os aspectos considerados ilegais naquela legislação estadual, definindo critérios que passam a valer para todo o Brasil”, explicou Jerônimo.
CDO do arroz importado
O deputado Jerônimo Goergen também está formalizando ao governo gaúcho a aplicação prática da Lei Estadual 12.685/2006, de sua autoria, que obriga a cobrança da Taxa CDO sobre o arroz importado. “Essa mesma taxa é cobrada do orizicultor gaúcho e acaba virando um custo adicional. A Fazenda estadual precisa fazer justiça tributária e buscar essa fonte de receita de quem exporta arroz para cá. Seria um ponto a menos na concorrência desleal estabelecida com os arrozeiros vizinhos”, detalhou.
Te Mexe, Arrozeiro!
O movimento “Te Mexe, Arrozeiro!” convocou para a próxima quarta-feira (31), em Restinga Seca (RS), uma grande concentração setorial para protestar e reivindicar soluções para a grave crise econômica que atinge o segmento. Cerca de 4 mil produtores e lideranças do setor são aguardados na assembleia geral da categoria.

 

Fonte: ASCOM Jerônimo Goergen

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lccomunic

Em: 28/01/2018, 22:00

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