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Velório de juiz morto por adolescente é marcado por comoção em Santo Cristo
Foi velado na cidade de Santo Cristo, no Noroeste gaúcho, neste domingo (16) o corpo do juiz do Trabalho Cláudio Roberto Ots. A despedida foi marcada ainda por uma missa de corpo presente na cidade natal do magistrado. Com a igreja lotada, o clima foi de comoção, entre amigos, parentes e colegas de trabalho.
"Muita tristeza. A gente não esperava por isso. A gente se dava bem. Meu Deus do céu... lembranças e muita tristeza", lamenta Bernadete Nedel.
"Uma tristeza porque ele foi um grande amigo, um grande pai, um grande filho e um ser que sempre estava ajudando a comunidade. Era amigo de todo mundo" conta a amiga de Cláudio, Eva Pereira.
Claudio foi morto a tiros, na presença do filho de 9 anos, na manhã de sábado (15) em Porto Alegre. Ele foi alvejado com cerca de cinco tiros no momento em que deixava a casa da namorada no bairro Aberta dos Morros. Neste domingo o adolescente de 17 anos apontado como principal suspeito se apresentou e confessou o crime. O motivo, segundo ele, seria o ciúme que sentia da ex-namorada, de 25 anos, atual companheira do magistrado.
Os atos fúnebres tiveram início às 5h da manha com o velório de Claudio. A partir das 15h foi realizada uma missa de corpo presente, na Igreja da Matriz de Santo Cristo. O sepultamento estava previsto para o final da tarde deste domingo.
O magistrado atuava na cidade de Santa Rosa, minicípio do Noroeste gaúcho, localizado a cerca de 500 quilômetros de Porto Alegre. O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região decretou luto oficial de três dias por conta da morte de Ost. Ele tinha 50 anos e deixa dois filhos.
O crime ocorreu na manhã de sábado. Conforme a polícia, o juiz foi atingido por disparos quando estava em frente à casa da namorada, no bairro Aberta dos Morros, Zona Sul da capital gaúcha. Ele também estava acompanhado do filho, de 9 anos.
O adolescente que se apresentou à polícia como responsável pela morte do magistrado disse que não tinha terminado o namoro com a mulher de 25 anos, que tinha um relacionamento com o magistrado. "Confessou o delito. Disse que teria sido motivado por ciúmes e, segundo ele, o relacionamento deles não tinha acabado", disse o delegado Daniel Mendelski.
Cláudio, o filho e a companheira, de 25, tinham viajado para uma praia em Santa Catarina. Após o retorno, passaram a noite de sexta-feira (14) na casa da mulher, na Zona Sul de Porto Alegre. Depois, ele pretendia seguir viagem com o filho para visitar parentes em outras cidades.
Após a apresentação do menor que assumiu a autoria do crime, a delegada Sonia Patel, que estava no plantão do Deca, fez o pedido de internação do adolescente na Fundação de Atendimento Socieducativo (Fase) em Porto Alegre.
O jovem tinha antecedentes por outros atos infracionais, como posse de drogas e por dirigir sem habilitação, e já tinha sido internado na Fase em outro momento.
Desta vez, ele responderá por homicídio qualificado por meio que dificultou a defesa da vítima. O Mendelski acrescenta que o adolescente vinha sendo procurado pelas polícias desde a manhã de sábado, após o crime. "Uma das razões que levou ele a se entregar foi a busca contínua, não só por nós, mas também pela Brigada Militar", destacou.
Fonte: G1/RS
Autor
lccomunic
Em: 16/04/2017, 21:00

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