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Pais se unem e criam escola voltada para autistas em Passo Fundo
Um grupo de pais se uniu e criou uma escola voltada para autistas em Passo Fundo. A instituição foi criada há 16 anos e atende 62 alunos, entre 5 a 40 anos. Os estudantes frequentam o local no turno inverso e fazem atividades para desenvolver o raciocínio, a memória e a coordenação motora. Ao todo, 16 professores de diversas áreas atuam na escola e ajudam na evolução dos autistas.
O engenheiro agrônomo Rogério Dal Piaz é pai da Nicole, que tem 15 anos, e foi diagnosticada com autismo. A pouca demonstração de afeto e os movimentos repetitivos eram sinais de que a menina tinha o transtorno.
"É difícil até de falar, porque a gente sabe que tem uma criança diferente, que vai precisar de um apoio até o final da vida. Uma criança autista não consegue atravessar uma rua, ela não consegue beber água, ela não consegue comer", observa Piaz.
O pai da Nicole revela que, em outras escolas, a adolescente já sofreu preconceito e discriminação. "Eu já tentei colocar minha filha em colégio particular, mas a discriminação é muito grande, mães discriminando, crianças discriminando, até nem culpo as crianças, mas a própria sociedade discrimina".
O funcionário público Everson Drebes é pai de Ederson, de 14 anos, também diagnosticado com autismo. "Sem essa escola, com certeza eles iriam regredir muito, porque o autismo tem uma particularidade. Eles podem evoluir, mas no momento que parar de fazer o atendimento, eles têm a tendência a regredir, e isso não pode acontecer."
A cada 68 crianças, uma é autista
Hoje, a cada 68 crianças que nascem, uma apresenta o transtorno em diferentes níveis. E a estimativa da Organização das Nações Unidas é que os casos de pessoas com autismo sejam maiores.
O diretor da Escola Municipal Professora Olga Caetano Dias, Paulo Mello, diz que a situação pode fazer com que mais autistas se matriculem na instituição. "Principalmente nós percebemos que a rede municipal infantil, as Emeis, estão com muitas crianças que foram diagnosticadas autistas e que vão vir pra escola."
Por lei, toda criança com algum transtorno ou deficiência tem direito a frequentar a escola regular, com acompanhamento de um monitor. "A leitura é uma maneira de torná-los mais independentes. Então a gente sempre vai fazendo esse trabalho conjunto, nós temos uma pasta em comum que a gente, daí, vai seguindo o trabalho com o aluno", explica a professora Marilaine Zanotto Doro.
Fonte: G1
Autor
lccomunic
Em: 30/03/2017, 21:00

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