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Casos de caxumba aumentam mais de 150 vezes em cidade do RS
O surto de caxumba tem se espalhado pelo Rio Grande do Sul neste ano causando preocupação entre os médicos e população. Já foram registrados repetidos casos entre jogadores de futebol em Porto Alegre, dentro de universidades em Pelotas, no Sul do estado, e agora também na cidade de Rio Grande, onde os números subiram de dois casos, em 2015, para mais de 315, em 2016, mais de 150 vezes maior.
A estudante Luciana Lopes ficou em casa por duas semanas, mas nem imaginava que poderia estar com caxumba. “Os primeiros sintomas foram bem parecidos com os da gripe, dor de cabeça, dor no corpo, mal estar. Internamente não tem nada, mas externamente é bastante dolorido, no tocar mesmo. Eu tive bastante dor no peito também, porque desceu um pouco a dor e foi para o outro lado”, conta.
A caxumba é causada por um vírus que pode infectar pessoas de qualquer idade. A principal característica da doença é o aumento das glândulas salivares próximas dos ouvidos. A transmissão acontece através da saliva, espirro e também pelo contato com objetos contaminados.
O aumento dos casos surpreendeu a Secretaria de Saúde de Rio Grande, que viu os dois registros do ano passado aumentarem para 315 em 2016. Os bairros do Centro, Cidade Nova, Carreiros e a Praia do Cassino são os com maior incidência.
A melhor prevenção é a vacina tríplice viral que protege contra a caxumba, sarampo e rubéola. “As crianças com um ano fazem a primeira dose e depois com 15 meses, fazem a segunda dose. Se não fez ou está incompleta, até os 19 anos, todas as pessoas devem ter as duas doses da vacina”, diz a enfermeira Valéria Risso. Conforme ela, a vacinação pode ser feita por qualquer pessoa até os 49 anos de idade, em qualquer posto de saúde.
A principal preocupação com a caxumba é o risco de que possa provocar problemas mais graves. “Em geral, a caxumba acomete a glândula parótida e dá muita dor. A pessoa tem febre, cansaço… sintomas de uma virose. E existem complicações raras, mas eventualmente pode causar disfunção do testículo ou dos ovários causando a esterilidade”, afirma o médico pneumologista Silvio Omar Prietsch.
Apesar do aumento das notificações, as autoridades sanitários não sabem qual a explicação para o aumento da doença.
Fonte: Do G1, RS
Foto: RBS/TV, paciente com caxumba Luciana Lopes
Postado Por: Ed Júnior
Autor
lccomunic
Em: 24/05/2016, 21:00

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