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Criadores tentam impedir sacrifício de cavalos com mormo no RS
Criadores de cavalos da região noroeste do estado entraram na Justiça pra tentar impedir que animais sejam sacrificados. Eles questionam exames feitos pelo Ministério da Agricultura que apontaram resultado positivo para a doença do mormo. Os criadores querem o direito de realizar uma contraprova dos exames. Quase 60 casos já foram confirmados no estado em 2016.
A égua Dona Chica é companheira de Gilberto Padilha há sete anos. O domador de cavalos cuida de 24 animais na cidade de Três de Maio. Há duas semanas, a égua foi diagnosticada com mormo e deverá ser sacrificada.
Gilberto não concorda com o resultado do teste realizado pelo Ministério da Agricultura. Apesar de outro animal na mesma propriedade já ter sido sacrificado, o domador garante que Dona Chica está saudável e não apresenta os sintomas da doença.
“Quando soubemos que deu esse estouro do mormo, nós já tratamos de fazer testes em todos os cavalos. Todos deram negativo. Aí, a inspetoria veterinária trancou que não podia mais ser feito e não podia entrar mais veterinário aqui. Então, não querem que a gente monitore os cavalos pra ter uma prova que não tem”, reclama Gilberto.
A pedido de Gilberto, quatro exames feitos na égua por laboratórios de Porto Alegre e de São Paulo. Todos deram negativo para mormo. "O problema é que a propriedade está interditada faz um ano aí e já foi sacrificada uma égua. Não conseguimos mais fazer mais nada com os cavalos. Meu trabalho acabou, eu vou ter que pegar e ir pra cidade”, lamenta o domador de cavalos.
A situação de Genésio Wischneski é a mesma. O empresário diz que seu o animal está bem e que os dois exames que ele mandou fazer deram negativos. No entanto, o realizado pelo Ministério da Agricultura, atestou positivo. A égua dele também será sacrificada.
“A gente vinha fazendo a coleta do material paralelamente até pra monitorar os animais. Todos vinham dando negativos, até o pessoal da inspetoria proibir. ‘Vocês não podem tirar sangue dos animais’. Enquanto eles permitiram, foi feito e todos deram negativo”, afirma Genésio.
O estado já teve 59 cavalos com diagnóstico positivo para o mormo. E outros estão sendo investigados. De acordo com a Secretaria de Agricultura, desde junho do ano passado, 65 casos de mormo já foram descartados no estado, mas 70 propriedades ainda estão em avaliação e aguardam pelas provas confirmatórias.
Gilberto e Genésio recorreram ao Judiciário para tentar evitar o sacrifício dos animais. Eles querem autorização para fazer uma contraprova e mostrar que os cavalos não estão doentes. Nos últimos 11 meses, em 20 outras ações, a Justiça determinou que animais não fossem sacrificados. O mormo é uma doença contagiosa que não tem vacina e nem tratamento e pode ser transmitida para o ser humano.
Fonte: Do G1, RS
Postado Por: Ed Júnior
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lccomunic
Em: 24/05/2016, 21:00

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