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Mais de mil crianças esperam para serem adotadas no Rio Grande do Sul
Mil e sete crianças e adolescentes aguardam por uma família no Rio Grande do Sul. É o que indica o Cadastro Nacional de Adoção nesta quarta-feira (25), data em que é celebrado o Dia Nacional da Adoção. O estado tem, em contrapartida, 5.509 pessoas habilitadas para adotar.
Em Porto Alegre, são 565 crianças à espera de um lar e 622 pretendentes. Em todo Brasil, 35 mil pessoas aguardam para acolher algum dos 6,5 mil meninos e meninas que vivem em abrigos.
A falta de recursos humanos no Poder Judiciário para agilizar a vinculação entre crianças e pessoas habilitados para adoção é apontada como grande entrave para atender à demanda, de acordo com a promotora da Vara da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Cinara Vianna Dutra Braga. “Precisamos de mais pessoas para realizar o trabalho de unir os dois polos. É preciso melhorar a estrutura de atendimento”, afirma.
Um estudo elaborado a pedido do Conselho Nacional de Justiça mostra que uma criança só é colocada para adoção após quatro anos, em média, nas principais cidades das regiões Sul, Centro-Oeste e Norte. Apenas 10% dos pretendentes buscam uma criança com mais de cinco anos, segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção. Ou seja, com a demora nos processos, elas se tornam o que o estudo chama de “filhos do abrigo”.
Porto Alegre conta com 102 casas de acolhimento, divididas entre abrigos e casas lares. A nova Lei de Adoção, aprovada em 2009, estipula um teto de 120 dias para a conclusão do procedimento adotivo. No Rio Grande do Sul, uma criança que já teve o poder familiar destituído pode aguardar até mais de dois anos em um abrigo por uma nova família.
“A idade é outro entrave. A maioria das pessoas busca adotar alguém entre zero a cinco anos. E, muitas vezes, a criança ingressa pequena no abrigo e fica ‘velha’ para adoção. Então, a dificuldade está na estrutura. Tem pouca gente para realizar a vinculação”, diz a promotora Cinara Braga, que reivindica uma segunda Vara da Infância e da Juventude na capital gaúcha.
Apadrinhamento afetivo como alternativa para adoção tardia
O estudo do Conselho Nacional de Justiça indica que apenas 1% dos pretendentes busca crianças acima dos 12 anos. Com isso, o apadrinhamento afetivo surge como ferramenta para que crianças com mais de cinco anos possam criar vínculos com padrinhos. “É um programa que não visa a adoção, mas muitas famílias se apaixonam e adotam. É uma medida importante para propiciar convivência familiar”, diz a promotora Cinara Braga.
A idade para o apadrinhamento afetivo é determinada pelo juiz de cada comarca. No programa, o padrinho atua como uma referência. “É alguém que pode levar a criança para passar o final de semana em casa, sair de férias, acompanhar o desenvolvimento dela. É um projeto importante que tem aberto portas para a adoção”, conta a presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Suzana Schettini.
Como adotar
Para adotar uma criança é preciso ir à Vara da Infância mais próxima e se inscrever como candidato. Além de RG e comprovante de residência, outros documentos são necessários para dar continuidade no processo.
É feita uma análise da documentação e são realizadas entrevistas com uma equipe técnica formada por psicólogos e assistentes sociais. Após entrar na fila de adoção, é necessário aguardar uma criança com o perfil desejado.
Cartilhas e grupos de apoio também podem ser consultados para esclarecer dúvidas e saber um pouco mais sobre o ato. O Conselho Nacional de Justiça oferece um guia com 10 passos para quem deseja adotar.
Fonte: Do G1, RS
Postado Por: Ed Júnior
Autor
lccomunic
Em: 24/05/2016, 21:00

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