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Ministra quer vender estoque de grãos e ter mais recursos para seguro
A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, declarou nesta sexta-feira (8), após reunião com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que atualmente há R$ 741 milhões reservados para o seguro agrícola em 2016, mas acrescentou que é preciso usar a "criatividade" para aumentar este valor para R$ 1 bilhão neste ano.
"Temos de priorizar o seguro agrícola. Dos 60 milhões de hectares que plantamos, avaliamos que metade disso tem risco climático. Não significa [que haverá problema clímático] em 100% nos 30 milhões de hectares. Mas poderá acontecer metade, 10% ou 80%. Nossa preocupação é cobrir esses 30 milhões. Com R$ 1 bilhão, nos conseguimos cobrir 20 milhões de hectares. Quase 100% da área cíitica do país. Um agrande avanço, um salto", declarou ela.
Segundo avaliação da ministra, é muito mais barato ter mais recursos para o seguro agrícola do que, na eventualidade de algum problema climático, depois ter de alongar endividamento dos produtores rurais. "O custo disso é muito elevado. Todos foram a favor. A presidente, o ministro da Fazenda e do Planejamento", declarou Kátia Abreu.
Venda do estoque de grãos
De acordo com ela, uma das formas de obter mais recursos para o seguro agrícola é vender o estoque de grãos do país. "Temos um estoque que pode variar em torno de R$ 800 milhões. O que custa para manter o financeiro dessa carga são R$ 260 milhões por ano. O Brasil não tem necessidade de grandes estoques, porque não é a Índia, a China ou a Arábia Saudita. Estamos tranquilos quanto ao abastecimento da população (...) Com um financeiro desse, R$ 260 [milhões] a R$ 280 [milhões por ano] que custa para manter esse estoque. Isso pode ser transferido para o complemento do seguro agrícola e chegar a R$ 1 bilhão", afirmou ela.
Ela reiterou que o Ministério da Agricultura vai adotar um "limite muito curto" para o estoque de grãos no país. "Vamos comprar sempre que preciso, porque a politica agrícola exige que a gente faça isso, mas porque ficar guardando tanto tempo? Temos café com mais de 10 anos estocado. Vamos [vender] no momento certo para não atrapalhar a safra em andamento", explicou a ministra da Agricultura a jornalistas.
LCA não será taxada
A ministra da Agricultura disse ainda que há uma "garantia" de que as LCAs continuarão isentas do Imposto de Renda para aplicações de pessoas físicas. "A LCA não está taxada e não será taxada. É o que eu tenho de garantia hoje", declarou. Ela lembrou que, em 2015, houve uma mudança de regras para que as aplicações tenham de ser mantida por, pelo menos, 90 dias.
As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) são títulos de renda fixa, emitidos pelas instituições financeiras, com objetivo de financiar o agronegócio.
Dpto de Jornalismo RQ
Fonte: Do G1, em São Paulo
Postado Por: Ed Jr (Goianinho)
Autor
lccomunic
Em: 10/01/2016, 22:00

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