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Morre Nelson Mandela, ícone da luta pela igualdade racial
Uma das maiores personalidades mundiais, o estadista Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, morreu nesta quinta-feira aos 95 anos. O anúncio foi feito em cadeia nacional de televisão, direto de Pretória, pelo presidente sul-africano Jacob Zuma. O primeiro governante negro do país (1994-1999) marcou sua vida pela luta contra a segregação do Apartheid. Ele sofria com frequentes problemas de saúde desde 2011, que provocaram diversas internações.
Em algumas de suas imagens mais recentes, em abril, Mandela parecia frágil. Na ocasião, as fotos divulgadas foram dele sentado em uma poltrona, com as pernas cobertas por uma manta. Afastado da vida pública há anos, Mandela continuou sendo o símbolo de uma África do Sul unida, apesar de suas persistentes divisões raciais. O líder sul-africano morreu em sua residência, em Johannesburgo, para onde havia sido levado no dia 1º de setembro após passar quase três meses internado para tratamento de uma infecção pulmonar.
Símbolo da paz e Direitos Humanos
O combate a um regime que segregou as populações negras, mestiças e asiáticas, oficialmente desde 1948, na África do Sul foi o principal legado da trajetória de Mandela. E essa oposição contra a medida, que negava aos negros (maioria da população), mestiços e asiáticos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos, acabou por colocar o líder político na prisão.
Foram 27 anos de detenção, sob acusações de trair a nação, sabotagem e conspiração contra o governo em 1963. Condenado à prisão perpétua, Mandela foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, aos 72 anos. O dia ficou marcado na história mundial, com uma grande multidão ovacionando "Madiba", como ele era chamado, do lado de fora do presídio.
Em 1993, Mandela recebeu o prêmio Nobel da Paz, assim como o ex-presidente da África do Sul, Frederik de Klerk, responsável por dar o primeiro empurrão para encerrar de vez o regime do Apartheid e, também, libertar o principal líder de oposição. Um ano depois, Mandela foi eleito presidente, nas primeiras eleições democráticas multirraciais no país. Vitória que encerrou 300 anos de dominação exclusivamente branca na nação africana.
Apesar das rusgas deixadas pelo Apartheid, o discurso de Madiba foi sempre de conciliar e superar diferenças. Para isso, conduziu entre 1995 e 1996, a redação de uma nova constituição e a transição para um novo regime. Seu governo terminou em 1999 e, já perto dos 80 anos, Mandela não buscou novo mandato. Assumiu novo papel importante, liderando campanhas de controle à Aids no país, arrecadando fundos para combater a doença.
O fim da vida política veio aos 85 anos, em anúncio oficial realizado em 2004. Seguiu presente em eventos cerimoniais e compareceu ao encerramento da Copa do Mundo de 2010, mas a participação na vida pública foi cada vez menor com a saúde fragilizada.
Fonte: Correio do Povo
Foto - Reprodução
Postado por André Motta
.
Autor
lccomunic
Em: 05/12/2013, 22:00

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