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Exumação de Jango ocorre nesta quarta-feira em São Borja
A exumação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart ocorre na quarta-feira (13), em São Borja, Fronteira Oeste do Estado. O Governo do Estado, via Casa Militar, organizou o esquema de segurança para que familiares, autoridades e cidadãos acompanhem o procedimento. Apenas os peritos terão acesso ao jazigo no Cemitério Jardim da Paz. O governador Tarso Genro estará em São Borja acompanhando a exumação.
Conforme a ministra da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, a exumação é um pedido da família a secretaria, Ministério Público Federal e Comissão da Verdade. "A nossa atuação é conjunta com os peritos do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e da Argentina, Uruguai, Cuba (com um perito que trabalhou na exumação do revolucionário Ernesto Che Guevara) e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Durante dois anos realizamos uma pesquisa sobre os tipos de produtos que as ditaduras da Operação Condor realizavam para o envenenamento de pessoas, e esta pesquisa de caráter histórico serve justamente para verificar o que os peritos estarão procurando", disse.
A ministra afirma que com o trabalho realizado é possível comprovar que Jango era perseguido, monitorado diariamente mesmo no exílio, e que as ditaduras do Cone Sul operaram tendo o presidente João Goulart como um dos seus maiores adversários. O resultado da investigação será apresentado ao governo brasileiro e à família, posteriormente noticiado publicamente.
"Trata-se de um chefe de Estado, estamos nos preocupando com a preservação deste momento, tanto pelo resgate da memória de Jango, como pela família que irá acompanhar. Teremos um aparato de segurança diferenciado em toda área do cemitério, mas isso não impede que as pessoas acompanhem o ato", ressaltou o secretário-chefe da Casa Militar e responsável pela operação, coronel Oscar Luís Moiano.
Depois do procedimento, o corpo de Jango será levado a Santa Maria, de onde sairá na quinta-feira (14) rumo a Brasília. No dia 5 de dezembro, o corpo de Jango voltará ao Estado, onde será recebido no Palácio Piratini pelo governador Tarso Genro. No dia seguinte, data que marca os 37 anos da morte do ex-presidente, será levado de volta a São Borja.
A exumação servirá para apurar a suspeita de que Jango tenha sido morto por envenenamento, durante exílio na Argentina em 1976, o que contraria a versão oficial de que ele foi vítima de um ataque cardíaco. Christopher Goulart, neto e advogado da família, diz que não há dúvidas de que o avô foi assassinado durante a ditadura. A exumação do corpo de um ex-presidente é um fato inédito no Brasil.
Fonte - Governo do RS
Postado por André Motta
Foto - Reprodução
Autor
lccomunic
Em: 12/11/2013, 22:00

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