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Novo foco de aftosa no Paraguai deixa RS em alerta
O surgimento de um novo foco de aftosa no Estado de São Pedro, no norte do Paraguai, deixou os técnicos do Departamento de Defesa Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio em estado de alerta. Na manhã desta terça-feira (3), em reunião coordenada pelo diretor do Departamento de Defesa Agropecuária, Eraldo Leão Marques, que reuniu os coordenadores da Defesa Sanitária Animal, da Fiscalização de Trânsito de Animais e de Doenças Vesiculares, foi estabelecido um plano de ação para intensificar as ações de vigilância, especialmente na área entre Garruchos e Barra do Guarita, na fronteira noroeste do Estado.
A área, às margens do Rio Uruguai, na Fronteira com a Argentina, totaliza aproximadamente 200 quilômetros de linha de fronteira e pelo menos 60 quilômetros para dentro do território brasileiro. Nesta região, onde estão instaladas as coordenadorias regionais do Departamento de Defesa Agropecuária de Santa Rosa, São Luiz Gonzaga e Ijuí, abrangendo 29 municípios, serão montadas seis equipes volantes, cada uma com um médico veterinário e dois auxiliares, que contarão com o apoio da Brigada Militar.
Estas equipes, conforme Eraldo Leão, exercerão o que ele denomina de vigilância ativa, com montagem de barreiras, vistoria a propriedades de risco, fiscalização de estabelecimentos que comercializam carnes e derivados e executarão ações de vigilância sanitária.
O novo foco
O foco, segundo as autoridades paraguaias, foi constatado na fazenda Gustavo Trugger, localizada no distrito de Piri Pukú, na periferia de San Pedro, a cerca de 340 quilômetros da capital Assunção. O estabelecimento fica a 20 quilômetros da estância Santa Helena, onde foi constatado um outro foco no mês de setembro do ano passado, o que implicou na declaração de emergência sanitária animal e a perda do status de país livre da aftosa pelo Paraguai. A nova manifestação da doença, que atinge pelo menos 170 cabeças da propriedade de Trugger, que está interditada, foi verificado no mesmo dia em que o governo paraguaio suspendia o estado de emergência sanitária.
Vacinação quase total
Conforme o diretor do Departamento de Defesa Agropecuária da SAA, Eraldo Leão Marques, não existam razões para pânico entre os produtores gaúchos. Eraldo enumera algumas razões que tranquilizam o serviço de vigilância. "Acabamos de vacinar pelo menos 95,96% dos bovídeos com idade até dois anos, o foco verificado tem algumas barreiras antes de chegar ao Rio Grande do Sul, como os estados do Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina, por um lado, e a Argentina de outro e, além disso, nossos produtores estão bastante conscientes do risco que todos corremos de o vírus da aftosa voltar ao Estado e, por isso, têm agido de acordo com as determinações oficiais", declara.
Participaram da reunião o coordenador de Defesa Sanitária Animal, Nelmo Adams, os coordenadores do serviço de controle e fiscalização de trânsito, Rodrigo Etges e Gabriela Maura Cavagni, os coordenadores do serviço de doenças vesiculares, Marcelo Göcks e Lucila Carboneiro dos Santos, o responsável pela área animal do DDA, André Mendes Ribeiro, e o coordenador regional do DDA em Ijui, José Emilio Stum.
Nota oficial
A operação começou já nesta terça-feira (3). Ainda ontem (2), no final da tarde, o Departamento de Defesa Agropecuária emitiu nota oficial sobre o tema:
"COMUNICADO OFICIAL DA SEAPA
O Estado do Rio Grande do Sul está em Alerta Sanitário frente à reincidência de febre aftosa no Paraguai.
A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul, em conjunto com o Ministério da Agricultura, está realizando atividades de vigilância sanitária nos municípios visando evitar a introdução do vírus da febre aftosa no nosso Estado.
Quando observar qualquer animal com algum sintoma característico de febre aftosa - salivação em excesso e manqueira ou tiver conhecimento de bovinos com procedência desconhecida - comunique imediatamente à unidade local do Serviço Veterinário Oficial (IVZ), ou ligue para:
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA): 0800-7041995
Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (SEAPA): 51 3288-6200
Lembre-se: apesar de realizar regularmente as campanhas de vacinação, o Estado não está livre da ocorrência da doença. Faça sua parte, colabore com o serviço veterinário oficial nas ações de vigilância realizadas".
Fonte: Marcos Pérez - Governo do Estado
Autor
lccomunic
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