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1.650 kg de carne apreendidos em matadouro clandestino, interditado em Ajuricaba
Em Operação da Secretaria da Agricultura Pecuária e Agronegócio (SEAPA) do Estado, dentro das programações desenvolvidas nesta região nos últimos meses, depois do surgimento de foco de aftosa no Paraguai, fiscais fecharam e interditaram, nesta quarta-feira, 26, um matadouro clandestino existente em Ajuricaba.
A Operação da SEAPA contou com a participação de PMs do 20º Batalhão de Polícia Militar (BOE) de Santa Maria, Polícia Civil de Ajuricaba e Patrulha Ambiental da Brigada Militar de Cruz Alta.
Segundo os médicos veterinários Gustavo Sarturi Gheller, de Tenente Portela, Daniela Azevedo, de Ijuí, e Guilherme Saldanha, de Três Passos, a Operação foi motivada por denuncias feitas nos últimos dias.
A partir daí o Grupo foi montado para a investida na propriedade de Edilson Antônio Pizolotto, na Linha 13 Norte, em Ajuricaba, onde apenas o caseiro se encontrava.
Os agentes apreenderam no matadouro 1.100 kg de carne bovina, depositadas em uma câmara fria danificada, sem funcionamento, e 550 kg de frango.
O proprietário utilizava carimbo falsificado de outro matadouro fiscalizado pela Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Cispoa), para “esquentar” a mercadoria que era comercializada no Supermercado Laçador, na Rua Coronel Dico, em Ijuí.
O que mais impressionou as equipes de busca foi a falta de higiene no local onde os animais eram abatidos e a carne armazenada.
Um pequeno galpão de madeira servia como local de abate. Um riacho poluído com coliformes fecais teve o curso d’água desviado para passar por dentro do galpão, onde a água era utilizada para lavagem dos objetos usados nos trabalhos.
O couro era depositado em um chiqueiro e as carcaças bovinas queimadas em um mato próximo.
Segundo o Tenente Hochmuller, da Patran de Cruz Alta, o dono da propriedade será multado pelos danos ambientais provocados e até por maltratar um cachorro que teve um olho arrancado.
O delegado responsável pela Delegacia de Ajuricaba, Mauricio Posselt, disse já ter aberto inquérito para apurar todos os crimes supostamente cometidos por Pizolotto.
O mesmo local havia sido interditado no ano de 1997, mas continuava em funcionamento, o que deve agravar a situação do responsável.
Fonte: Abel Oliveira
Veja imagens da Operação no matadouro clandestino: Fotos de Abel Oliveira
Autor
lccomunic
Em: 26/10/2011, 22:00

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