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"Faxina? Vou tratar de agricultura", afirma Mendes Ribeiro Filho após aceitar cargo de ministro
O novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), disse no final da manhã desta quinta-feira que à frente da pasta irá "conversar muito e ouvir muito". Ele disse ainda que não assume o ministério para fazer "faxina", mas sim para tratar de agricultura.
— Faxina? Vou tratar de agricultura. Quem faz a investigação são os órgãos investigativos, tenho que tratar da agricultura do Brasil, tratar de números — disse aos jornalistas.
Nas últimas semanas, o Ministério da Agricultura tem sido alvo de uma série de denúncias de irregularidades.
Mendes Ribeiro disse que pretende se reunir ainda hoje com o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi para tratar de assuntos da pasta e elogiou a atuação do colega.
— Ele foi meu colega de bancada, admiro o Wagner Rossi e ele fez um extraordinário trabalho.
O ministro destacou a relação de longa data que tem com a presidente Dilma Rousseff e disse que ela é conhecedora de seu espírito público ao longo desses anos de política. Mendes Ribeiro também agradeceu o apoio de seu partido, o PMDB, que o indicou para o cargo.
A presidente Dilma Rousseff conversou com Mendes Ribeiro por telefone nesta manhã, quando fez o convite. A posse deve ocorrer na próxima segunda-feira.
O ministro evitou falar sobre sua sucessão na liderança do governo no Congresso Nacional, que assumiu durante o governo de Dilma Roussef, e disse que a decisão sobre quem assumirá a liderança cabe a Dilma.
Mendes Ribeiro assume o cargo no lugar de Wagner Rossi que deixou o ministério ontem. Há dias, Rossi vinha sendo alvo de denúncias publicadas pela imprensa com acusações de irregularidades no ministério.
Trajetória de Mendes Ribeiro Filho:
Formado em direito, Mendes Ribeiro Filho começou a carreira política em 1974, como militante do MDB. Foi deputado estadual nas legislaturas de 1986 a 1990 e de 1991 a 1994.
Antes de ser indicado para o Ministério da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho era líder do governo no Congresso. Na Câmara, estava no quinto mandato consecutivo como deputado federal.
Além de líder, integrava a Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e das comissões que tratam da Reforma da Previdência e da Reforma Tributária, além de integrar a Comissão de Reforma do Poder Judiciário.
Em seu estado natal, presidiu o diretório do PMDB de Porto Alegre, de 2000 a 2003. E, em 2004, concorreu à Prefeitura de Porto Alegre. Entre 2007 e 2008 foi coordenador da bancada federal gaúcha.
A saída de Rossi:
Em nota divulgada nesta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que o ex-ministro Wagner Rossi "deu importante contribuição ao governo com projetos de qualidade que fortaleceram a agropecuária brasileira".
O nome de Rossi foi citado em várias denúncias nas últimas semanas, entre elas a de permitir a interferência do lobista Júlio Fróes em ações internas do Ministério da Agricultura.
Uma reportagem da revista Veja publicada no fim de semana levantou novas suspeitas sobre o ministro. Segundo a revista, em dezembro passado, um empresário teria denunciado que R$ 2 milhões teriam sido pagos ao gabinete de Rossi pela concorrência.
Além disso, quando era presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no governo passado, ele teria feito uso eleitoral de alimentos distribuídos pelo órgão.
Em sua passagem pela Companhia Docas de São Paulo (Codesp), após descobrir que empresas contratadas pelo Porto de Santos deviam R$ 126 milhões à Previdência, em vez de exigir que acertassem as contas, ele teria pago a fatura com recursos da Codesp.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL
Foto:Fabio Rodrigues Pozzebom
Autor
lccomunic
Em: 17/08/2011, 21:00

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