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Cinco fábricas de calçados do Vale do Paranhana vão contratar demitidos da Azaleia
Os mais de 800 funcionários demitidos da unidade da Azaleia de Parobé, no Vale do Paranhana, devem ser reempregados. Pelo menos cinco empresas do setor de calçados da região já entraram em contato com o Sine do município para mostrar interesse em recolocar os trabalhadores em suas unidades.
O coordenador da agência FGTAS/Sine Parobé, Tadeu Diniz da Costa, é otimista e ressalta que todo o quadro funcional da Azaleia pode ser absorvido em breve.
— Eu acho que a grande maioria destes 840 funcionários vão ser encaminhados - aproximadamente cinco empresas nos procuraram. E certamente toda essa mão de obra será reempregada num momento bem rápido — afirmou o coordenador da agência FGTAS/Sine Parobé.
A procura é para todas as funções, principalmente por costureiros.
O presidente da Azaleia, Milton Cardoso, que também preside a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, falou, em entrevista ao programa "Gaúcha Atualidade", que a indústria está migrando para o exterior porque está perdendo produtividade no Brasil. Cardoso reforçou que a unidade do Rio Grande do Sul era a de menor produção e maior custo e, por isso, decidiu fechar.
— Esta era a nossa menor unidade, que tinha 800 empregados na produção. As nossas outras unidades, localizadas no Nordeste, são muito maiores e, por terem mais escalas, têm naturalmente custos reduzidos. Além disso, há alguns benefíocios fiscais no Nordeste que também barateiam a produção — justificou o presidente da Azaleia.
A fábrica instalada em Parobé produzia 8 mil calçados por dia. A Azaleia era responsável por 30% do ICMS de Parobé, que tem 80% da economia baseada no setor calçadista.
Fonte RÁDIO GAÚCHA
Autor
lccomunic
Em: 10/05/2011, 21:00

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