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Preço do combustível deve cair R$ 0,07 com mistura menor de álcool
O consumidor que passou a abastecer com gasolina nos últimos meses por causa da alta dos preços do álcool deverá ter uma boa surpresa nos próximos dias: encher o tanque com o combustível deverá ficar pelo menos R$ 3,15 mais barato.
A economia só será possível porque a mistura de álcool na gasolina deverá recuar de 25% para 18%, o que vai reduzir o preço do litro em pelo menos R$ 0,07. A estimativa é do presidente do Sincopetro-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), José Alberto Paiva Gouveia.
- A Dilma autorizou a redução do álcool na gasolina, mas não houve uma definição e a mistura continua com 25%. Ela pode mandar para 18%. Esses 7% a menos de álcool não influencia muito no preço. Cai, pelo menos, R$ 0,07, o que é quase nada.
Os donos de carros populares, que têm capacidade para receber 45 litros, em media, gastam R$ 130,05 para encher o tanque atualmente – considerando o preço médio do litro a R$ 2,89, de acordo com dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
Com o preço menor, a R$ 2,82 em média, o motorista vai gastar R$ 126,90 para encher o tanque do mesmo carro - o que dá a diferença de R$ 3,15. Com essa grana, é possível comprar mais um litro de gasolina, por exemplo.
Gasolina mais barata
No final de abril, a presidente da República, Dilma Rousseff, assinou uma MP (Medida Provisória) que permite a diminuição da mistura do álcool na gasolina. No entanto, o poder executivo federal, que tem a presidente como autoridade máxima, ainda precisa tirar a medida do papel e colocar em prática.
A ANP informou ao R7 que ninguém da agência se pronunciaria sobre o assunto antes de a medida entrar em vigor, mas afirmou que “não existe previsão para a adoção de 18% de etanol na gasolina” porque “esta será uma decisão do Governo Federal”.
A MP é uma arma do governo federal para elevar a oferta de álcool e, assim, frear a escalada de preços do combustível. A medida praticamente não afeta quem usa a gasolina, já que a quantidade do combustível disponível no mercado não deve mudar, diz o presidente do Sincopetro.
- [A medida] ajuda porque vai sobrar mais álcool no mercado, ou seja, você evita de importar o álcool e não falta gasolina nos postos. Hoje falta gasolina em alguns postos porque não tem o álcool para misturar. Então, na verdade, não é a gasolina que falta, o que falta é o anidro [tipo de álcool misturado na gasolina]. Quando ela diminui de 25% para 18%, ela cria 7% de anidro a mais, então ela vai ter condição de disponibilizar mais combustível para o consumidor.
Escalada de preços
Desde fevereiro deste ano, quando terminou a safra de cana-de-açúcar e, depois, com a falta de álcool no mercado, o preço da gasolina já subiu 10,5%, segundo dados da ANP.
Isso aconteceu porque, com o etanol caro, o consumidor substituiu o combustível por gasolina, que tem 25% do seu conteúdo de álcool – o que ajuda a encarecer o produto.
Entre 1º de fevereiro de 2010 e 1º de maio de 2010, o governo Lula adotou medida idêntica para conter a escalada dos preços do álcool. Durante 90 dias, o percentual de álcool na gasolina caiu de 25% para 20% e depois voltou ao normal.
Fonte: R7
Autor
lccomunic
Em: 09/05/2011, 21:00

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