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Com alta de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, RS decreta emergência em saúde pública
Com 2.955 hospitalizações e 185 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) somente neste ano, até este domingo, o Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde pública no final de abril para o enfrentamento da doença, especialmente no atendimento às crianças. Até a 16ª semana epidemiológica, o Estado contabilizava 2.917 internações, acima dos índices de 2025, com 2.815 no mesmo período, mas inferior a 2024 e 2023, ambos acima de 4 mil.
No entanto, no longo prazo, tem havido um aumento detectado, por exemplo, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que em seu boletim referente à 16ª semana, entre os dias 19 e 25 de abril, disse que o Rio Grande do Sul, assim como São Paulo, continuam com sinal de crescimento dos casos de SRAG na tendência de longo prazo, mas com incidência em nível de segurança. Curiosamente, o RS é um dos três Estados do país fora desta incidência em nível de alerta, risco ou alto risco; os outros dois são SP e RJ.
De acordo com a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, o aumento das internações foi impulsionado principalmente pelo rinovírus, que, sozinho, já causou 636 hospitalizações no Rio Grande do Sul e 17 mortes. Conforme o dashboard de monitoramento das internações por síndromes respiratórias da Secretaria Estadual da Saúde (SES), até a 16ª semana, o rinovírus, que não tem vacina, já havia causado 488 hospitalizações no ano no RS, contra 396 no mesmo período de 2025.
Mas ele explica parte do problema. “Até mais ou menos 30 de março, realmente tínhamos um aumento bastante expressivo comparado com o que vimos no ano passado, e isto estava muito mais relacionado ao rinovírus”, disse Tani. “O que observamos agora é um pouco de mudança neste cenário, como ocorre com a influenza e a Covid-19, para os quais já temos imunização. Nestes casos, a vacinação ainda é a melhor saída”. Outro vírus que preocupa é o sincicial respiratório (VSR), cujo risco de hospitalização é acentuado para crianças pequenas, principalmente menores de um ano, prematuros e com comorbidades.
O decreto assinado pelo governador Eduardo Leite explicita um quadro bastante específico e igualmente preocupante. O texto aponta aumentos de 102,7% nas hospitalizações por SRAG, de 533,3% por influenza e 376,9% pelo rinovírus de maneira geral, podendo chegar a 528,6% entre menores de 12 anos, todos entre as semanas epidemiológicas 7 a 10 deste ano. Os casos de síndrome gripal nas chamadas Unidades Sentinelas, que eram de 5,6% na semana 6, dispararam para 12,3% na semana 12.
Para enfrentar este aumento e frear a pressão sobre a saúde pública neste período mais frio, o Estado lançou o Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026, com 1.881 leitos a mais em hospitais para enfrentar o aumento de internações por SRAG nos meses de maio, junho e julho. São 70 a mais em relação ao ano passado, conforme a SES. Ao todo, serão 604 abertos pelo Estado, dos quais 417 são de suporte ventilatório e 187 para UTI, além de 1.277 pelo Ministério da Saúde, com 833 de suporte ventilatório e 444 de UTI.
Ainda, nesta segunda-feira, às 10h, inicia o serviço de telemedicina pediátrica, por meio de contrato da SES com uma empresa de serviços médicos especializados. O primeiro serviço do tipo no RS foi implantado em 2022, durante o inverno. Na época, médicos intensivistas pediátricos atuavam como suporte remoto para equipes de emergência em hospitais sem UTI pediátrica, auxiliando no atendimento de crianças em estado crítico.
Fonte: Correio do Povo
Autor
Maira kempf
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