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Policiais acusados de matar jovem em São Gabriel serão julgados em junho
Os três ex-policiais militares acusados de envolvimento na morte de Gabriel Marques Cavalheiro, 18 anos, serão levados a julgamento em 29 de junho. A data do júri popular foi marcado pela juíza Liz Grachten, da Vara Criminal do município. A sessão será realizada no Salão do Júri do Fórum da cidade, a partir das 8h30min. Os três serão julgados pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O crime aconteceu em agosto de 2022. Os réus estão presos preventivamente, no Presídio Militar de Porto Alegre, desde 23 de agosto daquele ano. Os acusados são Arleu Júnior Cardoso Jacobsen, que era 2º sargento, e os então soldados Raul Veras Pedroso e Cléber Renato Ramos de Lima. Em novembro de 2025, a Brigada Militar exonerou os três policiais. Conforme a corporação, as condutas dos PMs foram consideradas incompatíveis com a permanência na Brigada. De acordo com o Ministério Público, Gabriel morreu devido às pancadas na cabeça que levou dos policiais que o abordaram naquela noite, e não por afogamento. O jovem já estaria morto quando foi deixado no açude.
Na Justiça Militar, os brigadianos foram absolvidos, em 2023, da acusação de ocultação de cadáver. No julgamento, feito por um Conselho de Sentença formado na maioria por militares, apenas um dos réus foi condenado por falsidade ideológica a pena de um ano de reclusão. Na esfera militar, os policiais não são julgados por homicídio, tarefa que cabe à Justiça comum.
O CRIME
Gabriel foi encontrado morto em um açude, na localidade de Lava Pé, em 19 de agosto de 2022, em São Gabriel. O jovem, de 18 anos, morador de Guaíba, estava na Fronteira Oeste para prestar serviço militar obrigatório. Segundo a denúncia do Ministério Público, Gabriel teria sido abordado pelos três policiais militares e agredido por um deles com golpes de cassetete na região da cabeça. A acusação relata que a abordagem ocorreu em razão de um chamado para atendimento de ocorrência de possível perturbação da tranquilidade. Após a abordagem, o jovem teria sido colocado em uma viatura da Brigada. Depois disso, a vítima não foi mais vista com vida. O corpo foi encontrado cerca de uma semana depois, submerso no açude. Havia marcas de agressão. A perícia revelou que a vítima já estava morta quando foi deixada no local.
O que dizem as defesas
As defesas dos três acusados negam o crime e alegam que os clientes são inocentes. Os advogados chegaram a pedir a liberdade dos ex-policiais, mas a Justiça negou.
Fonte: Diário de Santa Maria
Autor
Maira kempf
Em: 30/04/2026, 07:38

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