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ENTREVISTA| “Serpentes não são malignas”, diz biólogo sobre aumento de casos na região

Aumento no aparecimento de cobras nesta época do ano preocupa moradores; especialista explica causas, orienta prevenção e destaca importância das espécies
ENTREVISTA| “Serpentes não são malignas”, diz biólogo sobre aumento de casos na região
Biólogo Arthur Abegg. Foto: Divulgação

O aparecimento frequente de serpentes tem chamado a atenção e preocupado moradores da região, conforme divulgado pela Rádio Querência na última semana. Em entrevista à Rádio Querência, o biólogo Arthur Abegg explicou que o fenômeno é comum nesta época do ano e está ligado a fatores naturais.

Segundo ele, as altas temperaturas e o período reprodutivo influenciam diretamente no comportamento desses animais. “As serpentes não são um animal maligno e nós, como sociedade, podemos nos aproveitar de algumas situações que elas nos proporcionam, como o estudo do veneno, que tem um potencial farmacológico muito grande”, destacou.

Arthur citou como exemplo o medicamento Captopril, amplamente utilizado no tratamento da pressão alta e desenvolvido a partir de substâncias presentes no veneno da jararaca.

Questionado sobre as espécies mais comuns na região, ele citou as corais verdadeiras — com coloração vermelha, preta e branca — e as jararacas pintadas, conhecidas popularmente como urutu ou cruzeira, que são potencialmente perigosas.

O biólogo orienta que, ao avistar uma serpente, a população não deve tentar matar o animal, já que isso configura crime ambiental. O recomendado é manter distância e acionar órgãos competentes, como Corpo de Bombeiros, PATRAM, Secretaria de Meio Ambiente ou profissionais habilitados.

Caso o animal seja capturado com vida, ele pode ser encaminhado para estudo por meio do projeto “Você Cientista”, desenvolvido pela Prefeitura de Três Passos, em parceria com o Instituto Butantan. A iniciativa realiza a coleta e o manejo gratuito dos animais, que depois são enviados para análises científicas em São Paulo.

Em casos de picada, a orientação é procurar atendimento hospitalar imediato. Se possível, deve-se registrar uma imagem do animal para auxiliar na identificação da espécie e no tratamento adequado.

Ele finalizou informando que não há como evitar o surgimento de serpentes em propriedades, mas a principal recomendação é manter o ambiente limpo, reduzindo a presença de lixos e roedores, que atraem esses animais.

Mais informações podem ser obtidas com o biólogo Arthur Abegg pelo telefone (55) 9 9686-6911 ou com a Secretaria de Meio Ambiente de Três Passos pelo número (55) 9 9612-2072.

Acompanhe a entrevista aqui.

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Maira kempf

Em: 01/04/2026, 14:26

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