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Hospitais de Santa Rosa e Ijuí realizam as primeiras captações de órgãos de 2026

Doações realizadas em Santa Rosa e Ijuí reforçam a importância da solidariedade e da conscientização sobre a doação de órgãos
Hospitais de Santa Rosa e Ijuí realizam as primeiras captações de órgãos de 2026
Foto: Hospital de Clínicas Ijuí (HCI)

O Rio Grande do Sul iniciou o ano de 2026 com importantes gestos de solidariedade e esperança por meio da doação de órgãos. No sábado, 3 de janeiro, o Hospital Vida & Saúde de Santa Rosa realizou a primeira captação de órgãos do ano e também a primeira captação de coração em 2026 no Estado.

O doador foi um homem de 33 anos, morador de Santa Rosa, que morreu em decorrência de traumatismo crânioencefálico. Na ocasião, foram captados coração, fígado e rins, possibilitando uma nova chance de vida a pacientes que aguardam na fila de transplantes. Todo o processo foi organizado e acompanhado pela Equipe de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (E-DOTT), em conjunto com a Central de Transplantes. A ação contou ainda com o apoio das forças policiais, que garantiram agilidade e segurança no transporte do coração, órgão que exige rapidez para manter sua viabilidade.

Para a coordenadora da E-DOTT do Hospital Vida & Saúde, enfermeira Thanyze Kretschmer, a doação vai além do aspecto técnico. “Cada doação é um gesto de profunda generosidade. Mesmo em um momento de dor, a família doadora escolhe salvar vidas. Nosso papel é garantir que todo o processo ocorra com respeito, agilidade e cuidado, honrando essa decisão tão nobre”, destacou.

Já na tarde de terça-feira, 6, o Hospital de Clínicas Ijuí (HCI) também realizou captação de órgãos em 2026, com a retirada de rins e córneas de uma paciente do sexo feminino que foi a óbito em decorrência de um AVC hemorrágico. A ação foi possível graças ao trabalho integrado das equipes da instituição, com destaque para a atuação da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT).

A enfermeira Deise Piccoli Steinke, coordenadora da UTI Adulto do HCI e presidente da CIHDOTT, ressaltou a importância de falar sobre o tema ainda em vida. Segundo ela, pela primeira vez o hospital vivenciou dois protocolos de captação simultâneos, sendo um autorizado pela família e outro não. “O desejo do paciente, quando manifestado em vida, ou a decisão dos familiares, será sempre respeitado. Por isso, é fundamental conversar sobre a doação de órgãos, mesmo sendo um assunto delicado”, afirmou.

Deise também destacou o crescimento no número de protocolos de doação nos últimos anos, embora tenha reforçado que ainda há desafios relacionados à conscientização da comunidade. Somente em 2025, o HCI abriu 10 protocolos, envolvendo uma série de procedimentos técnicos e administrativos, nem sempre concluídos devido à negativa familiar.

As captações em Ijuí contaram com a participação das equipes da Organização de Procura de Órgãos (OPO 7), da Central Estadual de Transplantes, da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde, além da atuação da UTI Adulto, do Centro Cirúrgico e dos setores de apoio do hospital.

As duas ações reforçam a importância da doação de órgãos e do diálogo familiar, que pode transformar momentos de dor em esperança e salvar múltiplas vidas.

R

Autor

redação

Em: 07/01/2026, 07:57

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