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Santo Augusto inaugura Banco Vermelho — símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio
Na manhã desta quarta-feira, um ato oficial na Praça Pompílio Silva marcou o lançamento da campanha “Paz Começa em Casa: Por Elas, Por Nós”, realizada dentro da Semana Municipal da Paz, com foco na conscientização e no combate à violência — especialmente contra a mulher. Com a presença de diversas autoridades, o evento contou com pronunciamentos, entrega do Banco Vermelho — símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio — e uma oficina com o tema “Resolução de Conflitos sem Violência”.
O destaque da ação foi a instalação do Banco Vermelho, posicionado na Praça Pompílio Silva, nas proximidades do Centro de Cultura. O banco traz mensagens de conscientização e os canais oficiais para denúncias, acompanhado da frase: “Pelo fim da violência contra a mulher”. A revelação do banco foi realizada pelo prefeito em exercício Maurício Duarte, pela vereadora Ivanete Batista, procuradora da Mulher da Câmara de Vereadores, e pelo juiz Dr. Luiz Felipe Sviech Pontarolo.
Em entrevista à Rádio Querência, o juiz Dr. Luiz Felipe Sviech Pontarolo destacou a importância de iniciativas integradas entre o Poder Judiciário e o Poder Público Municipal, envolvendo as esferas legislativa e executiva. Segundo ele, os números de violência doméstica em Santo Augusto são crescentes: no último ano, 100 medidas protetivas de urgência foram concedidas pelo Judiciário no município.
O “Banco Vermelho” integra um projeto internacional que instala bancos pintados de vermelho em espaços públicos como símbolo de combate ao feminicídio. A cor representa o sangue das vítimas, funcionando como alerta permanente sobre a gravidade da violência de gênero.
Como parte da campanha, ao longo da semana ocorreram blitz educativas com distribuição de materiais informativos, orientação sobre o Ligue 180, além da instalação de totens ao longo da Avenida do Comércio com mensagens de alerta e contatos para denúncias.
A secretária de Habitação e Assistência Social, Márcia Fucilini, ressaltou que muitas vítimas buscam apoio emocional junto à rede municipal, mas não formalizam denúncias, o que pode indicar uma realidade ainda mais grave do que mostram os dados oficiais.
Em entrevista, Márcia relembrou um feminicídio ocorrido em Santo Augusto em 1998, quando a servidora pública municipal Marlene Teresinha Mattos foi assassinada. Durante a solenidade, uma foto de Marlene acompanhada de um lírio branco foi posicionada junto ao Banco Vermelho, em homenagem às vítimas da cidade.
A campanha reforça a mobilização pelo 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, que também marca o início dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, encerrando-se em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. A iniciativa é idealizada pela SEHAS e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, com apoio de diversos parceiros: SMS, SME, SECUT, Câmara de Vereadores/Procuradoria da Mulher, Ministério Público, Delegacia de Polícia, Brigada Militar, Conselho Tutelar, Hospital Bom Pastor, OAB e Defensoria Pública.
Tipos de violência contra a mulher e exemplos
A violência contra a mulher inclui qualquer ato ou conduta que provoque morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, seja em espaços públicos ou privados.
Exemplos de violência contra a mulher incluem:
- Agressão física: tapas, puxões de cabelo, empurrões, queimaduras e outras lesões;
- Violência psicológica: ofensas, ameaças, humilhação, manipulação e chantagem;
- Violência patrimonial: destruição de objetos pessoais, retenção de cartões bancários ou benefícios, destruição de documentos e bens;
- Abuso sexual: estupro, toques e carícias sem o consentimento, prostituição forçada;
- Assédio: moral e/ou sexual;
- Violência obstétrica: ações e procedimentos desrespeitosos ou abusivos durante o atendimento de saúde;
- Outras violências: tráfico de mulheres, tortura, cárcere privado;
- Feminicídio: homicídio motivado pelo fato de a vítima ser mulher, seja tentado ou consumado.
A violência contra a mulher também abrange a violência dirigida a mulheres trans e meninas.
Canais de denúncia de violência contra a mulher
Se a violência estiver acontecendo
A vítima ou qualquer pessoa deve ligar imediatamente para o número 190, solicitando que a Brigada Militar vá até o local para prestar socorro.
Se a violência já ocorreu
A vítima deve registrar uma ocorrência policial. Se for o caso de violência doméstica (Lei Maria da Penha), poderá solicitar medidas protetivas.
O registro pode ser feito presencialmente ou on-line.
- Presencial: preferencialmente em uma Delegacia da Mulher, quando disponível, ou em qualquer Delegacia de Polícia. Consulte as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.
- On-line: Acesse a Delegacia de Polícia On-line da Mulher (abre em nova aba).
Para outras informações sobre violência contra a mulher, LIGUE 180
Este canal funciona 24h por dia. Recebe denúncias (que podem ser anônimas) e orienta sobre os serviços disponíveis para atendimento às vítimas.
Autor
Maira kempf
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